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Lênin Palhano, do Nomade, é eleito o chef do ano em Curitiba

Antes de assumir o comando do restaurante, o cozinheiro de Jataizinho foi aprender com prestigiados nomes da gastronomia brasileira

Por Daniel Salles, Beatriz Malheiros, Gislaine Bueno, Josi Basso, Mara Andrich, Otavio Corsini, Rosângela Oliveira e Vinicius Tamamoto - Atualizado em 22 out 2017, 11h26 - Publicado em 21 out 2017, 04h00

Para conhecer o trabalho do chef do ano, é preciso cruzar o lobby do elegante hotel Nomaa, inaugurado em julho de 2015, e subir uma escada de mármore em direção ao mezanino. Ali funciona o Nomade, um restaurante intimista para 42 pessoas no qual Lênin Palhano tem mostrado a que veio. Nascido em Jataizinho, no interior do Paraná, há 31 anos, ele desembarcou em Curitiba uma década atrás com o propósito de concluir a faculdade de turismo iniciada em Londrina. Para pagar as contas, empregou-se numa rede de fast-food como lavador de pratos. “Descobri ali, não sei bem por quê, que queria trabalhar no ramo”, lembra Palhano. Ele se formou a seguir em gastronomia e foi cozinheiro do extinto DOP Cucina, do Terra Madre e do C’La Vie. Antes de assumir o comando do Nomade, no qual atua desde a concepção do projeto, estagiou de um a dois meses em três dos restaurantes mais festejados do Brasil, o carioca Lasai, de Rafael Costa e Silva, o paulistano Mocotó, de Rodrigo Oliveira, e o extinto Epice, também em São Paulo, que era tocado por Alberto Landgraf. “São minhas principais referências gastronômicas”, diz Palhano, que ainda passou quinze dias acompanhando o cotidiano da cozinha do La Central, em Lima, do chef peruano Virgilio Martínez Véliz. No Nomade, Palhano comprova seu talento com receitas inventivas como nhoque à bolonhesa com espuma de grana padano e torresmo (R$ 75,00), cordeiro com raízes e molho de queijo de cabra (R$ 94,00) e pirarucu com tucupi, croquete de mandioca e vinagrete (R$ 110,00). As opções à la carte são servidas apenas no jantar. Aos sábados e domingos, a partir do meio- dia, ele prepara um brunch a preço fixo (R$ 139,00), composto de nove receitas como steak tartare sobre pão crocante e ovo de codorna e mini-hambúrguer de porco no brioche com rúcula, picles de cebola-roxa e queijo picante. Leia abaixo a resenha do restaurante:

Nomade por Lênin Palhano

Uma cremosa quirera sob ovo caipira tem a companhia de uma posta de bacalhau Gadus morhua cozida lentamente (R$ 95,00). Esse é um dos pratos principais pensados por Lênin Palhano, eleito chef do ano pelo júri de VEJA COMER & BEBER, para o restaurante do luxuoso hotel Nomaa. Do defumador da casa, saem itens de charcutaria artesanal como a linguiça de porco da raça moura (R$ 49,00). Um caldinho de ingredientes da estação mais uma fatia de pão com manteiga de kefir precede a sequência de sete etapas do menu degustação (R$ 158,00 por pessoa), no qual a sobremesa pode ser o crocante de baunilha com compota de maçã e panacota de especiarias. Serve brunch aos sábados e domingos (R$ 139,00 por pessoa) a partir do meio-dia. Rua Gutemberg, 168, Nomaa Hotel, Batel, (41) 3087-9595 (42 lugares). 20h/23h (sex. e sáb. até 0h; fecha dom.). Aberto em 2015. $$$$

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