Finalista do Prêmio Jabuti lança livro que conecta inquisição e ditadura militar em MG
Em 'A Dança da Serpente', Paulo Stucchi aborda narrativas separadas por séculos, marcadas por perseguição a mulheres com dons espirituais e de cura
O escritor e jornalista Paulo Stucchi, finalista do Prêmio Jabuti 2024 com “O Homem da Patagônia”, lançará em fevereiro “A Dança da Serpente”, livro em que cria um romance histórico — com tons de ficção contemporânea — que entrelaça as vidas das gêmeas Cléo e Clarice e de Luzia.
Trata-se, segundo o autor, de duas narrativas separadas por quase dois séculos, ambas marcadas pela perseguição a mulheres com dons espirituais e de cura. A trama se passa em Sabará (MG) e conecta o Brasil colonial do século XVIII ao país sob o regime autoritário da ditadura militar em meados dos anos 1970.
Em uma das linhas temporais, “A Dança da Serpente” acompanha a história real de Luzia Pinta, mulher escravizada trazida de Angola, curandeira por meio de rituais de origem centro-africana, que conquistou a alforria em Sabará, mas foi deportada para Lisboa e condenada pela Inquisição Portuguesa.
Na outra, ambientada em 1977, o foco recai sobre as irmãs gêmeas Cléo e Clarice, ligadas desde a infância por uma conexão espiritual incomum e estranhos dons.
A obra será lançada pela editora Jangada, a mesma pela qual o autor concorreu ao Jabuti há 2 anos.





