Ex-segurança do Metropolitan dá três dicas imperdíveis para visitantes
Patrick Bringley trabalhou no museu nova-iorquino por dez anos e usou a experiência como base para o livro 'Toda a Beleza do Mundo'
Quando o americano Patrick Bringley, 41, perdeu o irmão, ele decidiu largar o trabalho na conceituada revista New Yorker e vestir o uniforme dos guardas do museu Metropolitan, em Nova York, onde estão exibidas mais de 1,5 milhão de obras de arte. Ali, ele passou os próximos dez anos de sua vida absorvendo a grandiosidade dos mestres e dos artefatos antigos, assim como a da massa de visitantes e colegas de trabalho que observava todos os dias. Resultado de tanta ponderação é o encantador livro de memórias Toda a Beleza do Mundo (editora Record, 256 páginas. R$ 89,90 ou R$ 44,90 em e-book).
Em entrevista a VEJA, Bringley detalhou sua jornada, listou curiosidades sobre a instituição e ainda montou um sucinto manual para aqueles com viagem marcada para Nova York. Confira as três dicas essenciais compartilhadas pelo autor:
1. Perca-se
“Minha primeira dica é simplesmente se perder naqueles corredores. Se essa é sua primeira visita ao Met, sua prioridade tem que ser a compreensão do tamanho daquele lugar e de como ele está preenchido com todas as culturas de cada canto do planeta. Você vai do Egito antigo à Mesopotâmia em poucos passos. Entrando em outra sala, acaba na França. Essa experiência nos lembra do quão grande e quão antigo é o planeta. Um dos prazeres do Metropolitan é se sentir pequeno em meio a tanta grandiosade”.
2. Não se apresse perante uma obra impactante
“Depois disso, faz sentido desacelerar e encontrar algo que desperte carinho. Ache alguma obra que acelere seu coração e passe tempo na frente dela, mais do que passaria contemplando algo no mundo de fora. Você está fora do seu cotidiano e está dentro de um lugar que permite que se isole das coisas que lhe mantêm ocupado. No Metropolitan, você pode devorar arte com os olhos, com a mente e com a alma. Não se preocupe em passar por todo o museu. Você nunca vai conseguir dominá-lo por completo”
3. Converse com os guardas
“Se você não for de Nova York, os 500 guardas do museu podem responder perguntas sobre as obras de arte, sobre o museu em si e sobre a cidade. A equipe é fabulosa, diversa e interessante. Eles estão lá de pé, em paz, e adorariam conversar com algum brasileiro amigável”.
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