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Diretor explica cena final de ‘Star Wars: Os Últimos Jedi’

Alerta de spoiler: o texto abaixo traz segredos da trama do oitavo filme da franquia criada por George Lucas nos anos 1970

Por Da redação 19 dez 2017, 15h25

Quem já viu Star Wars: Os Últimos Jedi ficou intrigado com a última cena, um epílogo que sucede o último confronto entre os remanescentes membros da Resistência e a opressora Nova Ordem. Depois do grande momento de Luke Skywalker (Mark Hamill) em toda a saga, da ascensão da jovem Rey (Daisy Ridley) e das palavras de esperança de Leia (Carrie Fisher), o espectador é levado a um cenário secundário, a cidade-cassino Canto Bight, onde a criançada vítima de trabalho escravo brinca escondida no estábulo. Segundo o diretor Rian Johnson, que conversou com o site da revista Entertainment Weekly, ao mesmo tempo em que a cena tira o foco dos protagonistas, ela tem muito a ver com eles.

“Praticamente, é sobre Luke”, disse. “Para mim, mostra que a decisão dele de assumir o manto da ‘lenda’, após chegar à conclusão de que a galáxia estaria melhor sem isso, teve mais consequências do que salvar aquelas vinte pessoas em uma caverna.”

Por um lado, esse final ressalta que a Força, como é dito antes, não se restringe aos jedi. Ela está em toda parte e se manifesta nas pessoas mais comuns. Como o garotinho que, no último segundo, olha o céu embainhando uma vassoura como se fosse um sabre de luz. Ele é creditado como Temiri Blagg e é quase certo que nunca mais aparecerá na série, mas representa a esperança e a importância dos pequenos atos de coragem na luta por um universo mais justo.

  • Ao mesmo tempo, essa esperança só é acesa e se espalha graças ao sacrifício dos protagonistas. Principalmente, Luke. As crianças brincam com bonequinhos que simulam o calejado jedi em seu surpreendente combate com Kylo Ren (Adam Driver), como os fãs da saga que colecionam brinquedos dos personagens. Em Guerra nas Estrelas, ele também começa como um jovem qualquer, frustrado com os afazeres domésticos e a rotina do tio fazendeiro. No sétimo filme, é Rey que tem uma origem humilde, sendo muitas vezes explorada.

    “Agora, a lenda de Luke Skywalker se espalhou e a esperança se restabeleceu na galáxia,” Johnson filosofa. “Eu não consegui pensar em uma imagem mais evocativa de esperança do que essa garotada brincando com seu boneco do mestre jedi e sendo inspirada por ele para crescer e se aventurar e lutar a luta justa.”

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