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Como funciona o espaço de visibilidade PCD do Rock in Rio

Área reservada permite que pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida acompanhem os shows 

Por Giovanna Fraguito, Flávio Monteiro 12 set 2026, 01h22
Como funciona o espaço de visibilidade PCD do Rock in Rio Priorizar nos meus resultados Google

Em meio às multidões que tomam a Cidade do Rock, o Rock in Rio mantém um espaço de visibilidade destinado a pessoas com deficiência e com mobilidade reduzida. A área permite que o público acompanhe as apresentações sentado e com uma visão melhor dos palcos, sem precisar enfrentar durante horas a movimentação intensa do restante do festival. Vendedores de água, bebidas e outros produtos também circulam pelo local, evitando que quem está acomodado precise sair para comprar itens básicos.

Denise Araujo, 55, foi ao festival acompanhando a filha, Bruna, e acredita que conhecer a estrutura pode incentivar outras famílias a frequentarem grandes eventos. “Tenho amigas que têm filhos cadeirantes e ficam com medo de vir por causa da acessibilidade. Agora, sabendo que funciona, acho que vai mudar”, afirmou.

A professora aposentada Elisângela Silva Ferreira, 54, que tem fibromialgia, sentiu na prática a diferença. Em outro dia de festival, ela não havia conseguido acessar a área e deixou a apresentação de Elton John após cerca de cinco músicas por não aguentar permanecer em pé. Nesta sexta-feira, depois de conseguir a pulseira de acessibilidade, acompanhou os shows sentada. “Hoje está sendo diferente. Conseguimos fazer o pré-cadastro, conseguimos a pulseirinha de acessibilidade e estamos aqui. Hoje está sendo nota 1.000”, contou.

Josete Romão, 65, que também tem fibromialgia, elogiou a estrutura dentro do festival. “A experiência é excelente. A gente até brincou que é um espaço VIP de pobre. Pagamos um ingresso comum e passam aqui com água, vendendo algumas coisas. Tudo aqui dentro”, contou. Ela destacou ainda que funcionários circulam pela área para verificar se assentos destinados a quem tem dificuldade de permanecer em pé estão ocupados por bolsas ou acompanhantes e, quando necessário, pedem que as cadeiras sejam liberadas. Para Josete, a existência da estrutura ajuda a derrubar uma barreira que por anos afastou pessoas com deficiência de shows e festivais.

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