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Chappell Roan ignora polêmica e é ovacionada no Lollapalooza 2026

Cantora revoltou a torcida do Flamengo, mas agradou milhares de fãs durante excelente show no segundo dia do festival, que teve também Marina, TV Girl e mais

Por Thiago Gelli Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO , Bárbara Bigas 22 mar 2026, 01h28 • Atualizado em 22 mar 2026, 13h41
  • Na tarde deste sábado 21, um burburinho ecoava por todo o Autódromo de Interlagos, em São Paulo, antes da apresentação da americana Chappell Roan no Lollapalooza 2026. A movimentação não era simples demonstração de ânimo pelo show iminente, mas resultado de uma polêmica inusitada: o jogador Jorginho Frello, volante do Flamengo, acusou a equipe da popstar de destratar sua esposa e sua enteada durante o café da manhã do Hotel Tangará, o que despertou a ira da torcida do time carioca e de muitos outros brasileros na internet. Dentro do Lollapalooza 2026, no entanto, tudo era tratado como simples piada,  que em nada atenuou o tamanho do clamor do público pela headliner. Sem citar as alegações do atleta, a jovem de 28 anos tocou a noite como planejado e foi ovacionada múltiplas vezes — merecidamente.

    A partir do pop chiclete que marca seu disco de estreia, The Rise and Fall of a Midwest Princess (2023), Chappell constrói um espetáculo fantasioso e coeso, que mescla animações 2D à la Caverna do Dragão com um palácio robusto no palco, múltiplas trocas de figurino e arranjos repaginados, puxados para o rock. A inspiração é tanta que a jovem reservou parte da apresentação para um cover de Barracuda, faixa lançada pela subestimada dupla de roqueiras Heart em 1977.

    O efeito foi imediato: bastou que Chappell narrasse as primeiras palavras de Super Graphic Ultra Modern Girl para que o público se assumisse fisgado. Dali em diante, a americana esbanjou presença de palco e comprovou que é raridade em sua geração. Não é que o sucesso a tenha forçado a ocupar um lugar no palco: Chappell compõe seus hits com o ao vivo em mente. A segunda faixa cantada, Femininomenom, é embasada na interação com o público, assim como a dança viral que transformou Hot to Go em um de seus maiores sucessos. O momento proporcionou um respiro valioso: por alguns instantes, o mar de celulares foi dissipado e espectadores se dedicaram não a filmar a apresentação, mas a acompanhar a jovem na coreografia contagiante. O peso da representatividade tampouco passou batido: durante baladas sobre o amor entre mulheres como a excelente The Subway e a explícita Casual, muitas das jovens ouvintes se entregaram às lágrimas enquanto emulavam o vozeirão da artista. Até o momento, esta é a melhor apresentação de um headliner desta edição do festival.

    Já no meio da tarde, coube à galesa Marina animar o público que aguardava Chappell. Protocolar e extra polido, o show a distanciou da musa pop que nasceu no início da década de 2010 com o disco Electra Heart (2012), um manifesto adolescente e errante sobre uma personagem de mesmo nome, e que posteriormente apareceu madura e mais glam em Froot (2015). Poucos exemplares das músicas antigas que consolidaram seu estrelato apareceram na setlist:  Primadonna, cantada ao final, Bubblegum Bitch e Froot. A seleção quase estrita às músicas de seu mais recente álbum, Princess of Power, pode ter distanciado o público geral durante seu show — mas funcionou como uma demonstração de sua nova personagem, mais empoderada e segura de si do que aquela que lhe proporcionou a fama.

    Pouco depois, o escocês Lewis Capaldi preencheu o intervalo entre divas pop e driblou o deslocamento evidente com seu charme. O coro do público, porém, só se intensificou junto aos seus maiores hits, Before You Go Someone You Loved.

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    Ao mesmo tempo, a banda de Los Angeles TV Girl trazia ao palco Flying Fish o conforto do bedroom pop e da sonoridade chill, indo na contramão dos shows explosivos que marcaram o dia. O grupo tem como proposta assemelhar suas músicas a gravações antigas, objetivo que é alcançado por meio de instrumentais mais orgânicos e menos limpos, além do uso de trilhas de televisão e samples de músicas dos anos 1960 e 1970. No Lollapalooza, se manteve à própria essência e fez do palco seu espaço de experimentação pessoal — o destaque foi o vocalista Brad Petering, que sapateou e descascou uma banana para comer entre canções, além de impressionar com sua versão modernizada de Femme Fatale, clássico do The Velvet Underground cantado pela alemã Nico. Apesar disso, a banda se mostrou atenta ao desejo do público, que se expandiu desde a viralização no TikTok, e apresentou as populares Lovers Rock, Not Allowed e Cigarettes out the Window.

    O Lollapalooza 2026 continua neste domingo 22 com shows de Lorde, Tyler, The Creator e Addison Rae. Confira todos os horários aqui

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