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Anna Karina: a musa da ‘nouvelle vague’

A atriz morreu no sábado 14, de complicações de um câncer, aos 79 anos, em Paris

Por Da Redação - Atualizado em 20 dez 2019, 09h49 - Publicado em 20 dez 2019, 06h00

Ao deparar com a imagem da moça em uma banheira, o cineasta francês Jean-Luc Godard foi atrás da modelo da propaganda de sabonete. Ele a chamou para um papel em seu primeiro longa-metragem, mas, ao saber que teria uma cena de nudez, Anna Karina declinou do convite. Assim começou, na virada dos anos 1960, um relacionamento que marcaria o cinema. A atriz se casaria com Godard e estabeleceria com ele uma parceria de sete filmes. Com seu ar de menina inocente mas transbordante de sen­sua­lidade, Anna encarnaria o espírito de liberdade da nouvelle vague.

Antes de se converter em musa do movimento francês, Anna, que nasceu na Dinamarca, teve vida sofrida. Seu pai a abandonou e sua mãe era ausente: a menina foi criada pelos avós e passou tempos num orfanato antes de tentar a sorte em Paris. Lá, foi moradora de rua até ser descoberta por um olheiro e virar modelo. Enquanto estrelou clássicos do diretor como Uma Mulher É uma Mulher (1961), Anna manteve relação difícil com Godard. A separação, em 1965, não interrompeu sua ascensão. Ela foi homenageada num musical por Serge Gainsbourg, em 1967, e trabalhou com outros cineastas relevantes, como George Cukor e Rainer Fassbinder. Morreu no sábado 14, de complicações de um câncer, aos 79 anos, em Paris.

Publicado em VEJA de 25 de dezembro de 2019, edição nº 2666

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