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A saudável reação à arte na ArtRio…

VEJA entreouviu comentários e diálogos de visitantes anônimos da feira carioca

Por Marcelo Camacho 17 set 2017, 21h46

A arte provoca as mais diversas reações nas pessoas. Emociona, questiona, faz pensar. O que uns admiram pode não ser relevante para outros, afinal, cada um tem o seu entendimento do mundo. Na ArtRio, que chega ao fim neste domingo, na Marina da Glória, no Rio de Janeiro, era possível entreouvir muita coisa. A seguir, algumas anotações do que foi dito por visitantes anônimos.

 

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“Se o pessoal do MBL visse essa foto, ia dizer que é zoofilia”

Foto de Mario Cravo Neto //Divulgação

(Rapaz, para a namorada, sobre a foto de um homem nu segurando uma pomba, de autoria de Mario Cravo Neto, na Galeria Millan)

 

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“E não é que a carteira de trabalho virou mesmo peça de museu!” 

‘Dois Crimes Menos Um’, de Lourival Cuquinha //Divulgação

(Mulher, sobre as carteiras de trabalho, parcialmente cobertas com tecido, como se estivessem desaparecendo, na instalação Dois Crimes Menos Um, do artista Lourival Cuquinha, na Báró Galeria)

 

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“Árvore arrancada pelo furacão Irma, em Miami, vem parar na ArtRio”

Escultura de bronze polido do artista Vanderlei Lopes //Divulgação

(Rapaz adolescente, sobre a escultura suspensa de uma mini-árvore do cubano Jorge Mayet, na Galeria Inox)

 

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“Genial isso aqui! É só uma moldura! O cara nem se deu ao trabalho de fazer um quadro e está vendendo a moldura como arte…”

Moldura vazia, de José Resende, na Carbono Galeria Reprodução/Divulgação

(Mulher, para uma amiga, sobre obra com a aparência de uma moldura vazia, de José Resende, na Carbono Galeria)

 

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“Olha só, um remédio! Vamos ver para o que é, vai que é para emagrecer…”

Remédio Brusckyano, de Paulo Bruscky //Divulgação

(Mulher um pouco acima do peso, para uma amiga, sobre Remédio Brusckyano, de Paulo Bruscky, na verdade “indicado” para “tratamento de infecções causadas por falta de imaginação, inteligência e criatividade”)

 

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“Queria um ralo transbordando ouro desses lá em casa”

Escultura de bronze polido do artista Vanderlei Lopes //Divulgação

(Mulher, sobre a escultura de bronze polido do artista Vanderlei Lopes, na galeria Celma Albuquerque)

 

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“Vem, sim, está lindo! Mas não é um evento para pobre, não, é para rico!”

Le Pied Dans Le Pied (Dadamade), de Man Ray //Divulgação

(Homem, ao telefone, logo após ouvir que a colagem Le Pied Dans Le Pied – Dadamade) de Man Ray, em tiragem de 30 exemplares, custava 70 000 reais)

 

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“Gostei, mas eu tiraria todas essas madeiras que estão em volta e ficaria só com a tela”

“Ah tá, eles são os Osgemeos e você é o gênio, né?”

Obra de Osgemeos, na galeria Fortes D’Aloia & Gabriel //Divulgação

(Diálogo entre rapaz e moça, sobre obra da dupla Osgemeos, com várias geometrias em madeira, na galeria Fortes D’Aloia & Gabriel)

 

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“Esse cara é gato!”

“Não! Esse cara é gato!”

“Nada disso, esse aqui é muito mais gato!”

Foto de Massimo Vitali //Divulgação

(Três amigas fazendo investigação forense sobre os corpos dos rapazes na imensa foto de uma praia, de autoria de Massimo Vitali, na Baró Galeria)

 

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“Olha a fila dos fãs da Lady Gaga dando com a cara na porta no Rock in Rio”

Foto de João Castilho na ArtRio Reprodução/Divulgação

(Moça, para amigo, diante da foto de João Castilho, com uma fila de pessoas diante de uma parede sem porta de entrada)

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