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A reação adversa ao documentário chapa-branca sobre Melania Trump

Filme chega aos cinemas do Brasil e mundo nesta sexta-feira, 30

Por Thiago Gelli Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 29 jan 2026, 15h10 • Atualizado em 29 jan 2026, 16h44
  • O polêmico documentário sobre a primeira-dama americana, Melania Trump, chega aos cinemas do Brasil, EUA e mundo nesta sexta-feira, 30, a contragosto de opositores do presidente republicano. Não é surpresa, logo, que a produção enfrente alguns empecilhos. Entre vandalismo, vendas baixas e a instabilidade no país causada por tensões em Minneapolis, o filme chapa branca passa por drama maior do que o exibido na tela.

    Cartazes deturpados

    Espalhados por espaços comuns da nação, como pontos de ônibus e estações de metrô, os pôsteres de Melania se tornaram alvo fácil para vândalos, que desenham caricaturas sobre o rosto da primeira-dama ou escrevem ofensas à gestão tocada por Donald Trump. Um dos ataques coloca o bigode de Adolf Hitler sobre o lábio de Melania e a chama de “Eva Braun”, enquanto outros acusam Trump de pedofilia e trazem à tona os misteriosos arquivos do criminoso sexual Jeffrey Epstein.

     

    Por conta do alto nível de vandalismo, a Autoridade Metropolitana de Transportes de Los Angeles (LA Metro) retirou de circulação ônibus estampados com anúncios do documentário

    Bilheteria fraca

    Melania foi adquirido pelo estúdio Amazon MGM por 40 milhões de dólares e sua campanha publicitária custou mais 35 milhões para a empresa. Ainda assim, o longa tem previsão de arrecadar entre 1 e 5 milhões de dólares ao longo de seu final de semana de estreia. A efeito de comparação, o documentário político mais rentável da história é Fahrenheit 11 de Setembro (2004), que conquistou 23,9 milhões de dólares durante seus primeiros dias em cartaz. Ajustado à inflação, o valor hoje é equivalente a 41 milhões.

     

    Segundo o jornal The Guardian, o alto custo de produção levou 30 milhões aos bolsos de Melania, o que está dentro da lei porque a eslovaca não é uma funcionária pública de fato. Parte dos críticos, contudo, enxerga conflito de interesse no fato de que a primeira-dama recebeu tamanho pagamento de uma empresa que depende de múltiplos contratos com o governo americano.

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    Os protestos em Minneapolis

    Para além das controvérsias já previstas, o filme também tropeçou em um escândalo nacional. Desde 8 de janeiro, quando a cidadã Renee Nicole Gold foi morta aos 37 anos por um agente do serviço de imigração, a capital de Minnesota se tornou palco para protestos contra o ICE, que é um dos pilares da gestão de Trump. Tudo piorou duas semanas depois, quando o enfermeiro Alex Pretti também foi morto a tiros por outros funcionários do Estado. No mesmo dia, um pequeno grupo de executivos assistia à Melania junto com o presidente na Casa Branca. A dissonância entre tragédia e resposta gera uma nova crise de imagem do governo americano, enquanto o presidente defende que ver o filme é imprescindível e que ingressos estão sendo vendidos com rapidez.

    Sobre o que é Melania?

    Segundo a sinopse oficial, o filme “oferece um olhar sem precedentes dos bastidores da vida de Melania Trump, acompanhando desde a transição para a Casa Branca e a organização de sua equipe até momentos familiares e reuniões importantes”.

     

    Nascida em Novo Mesto, na Eslovênia, Melania tem hoje 55 anos e conheceu Trump em 1999, quando trabalhava como modelo. O casamento ocorreu em 2005 e o casal teve seu único filho no ano seguinte, Barron Trump.

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