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A opinião ácida de especialistas sobre desfile que homenageou Lula na Sapucaí

Com homenagem ao presidente Lula, Acadêmicos de Niterói estreou no Grupo Especial em meio a polêmicas e muita expectativa

Por Bárbara Bigas 16 fev 2026, 16h04 • Atualizado em 17 fev 2026, 10h18
  • O desfile da Acadêmicos de Niterói no último domingo 15 abriu a noite de Carnaval da Sapucaí com um samba-enredo que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), chamado de “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. A escola foi campeã do grupo de acesso no ano passado e, em 2026, estreou no Grupo Especial. 

    No samba-enredo, a escola conta sobre a infância do presidente e passa por momentos chave de sua vida até o seu terceiro mandato presidencial, enfatizando sua atuação na liderança sindical e fazendo críticas ácidas ao governo de Jair Bolsonaro, principal rival de Lula nas urnas em 2022.

    Especialistas na cobertura do Carnaval alertam, porém, que a escola estreante no Grupo Especial corre sério risco de repetir uma sina comum: a de ser rebaixada logo após subir ao Grupo Especial. Historicamente, poucas escolas estreantes no Grupo Especial conseguiram se manter nele. O feito aconteceu com apenas quatro escolas nos últimos 35 carnavais: Mocidade Independente de Padre Miguel, Acadêmicos do Salgueiro, União da Ilha do Governador e Imperatriz Leopoldinense. Ao menos na visão de dois experts respeitados, o desfile de ontem não dá muitas esperanças à escola de escapar de destino similar.

    Segundo análise do jornalista e pesquisador Aydano André Motta para o jornal O Globo, além das estatísticas pouco esperançosas, o desfile da escola niteroiense não foi marcante o suficiente para permanecer no Grupo Especial. Foram apontadas irregularidades nas fantasias, além de elementos alegóricos fracos. “O defeito foi a pobreza do elemento alegórico com telões. A metade final do desfile revelou a fragilidade da escola, tanto em fantasias como na alegoria sobre Brasília, indigna da obra de Niemeyer”, criticou ele.

    Leonardo Bruno, jornalista e comentarista de Carnaval, apontou que a escola iniciou o desfile muito bem, trazendo um primeiro setor surpreendente, mas deixando a desejar nos demais, especialmente no quesito visual. “O primeiro setor da escola foi o mais bem resolvido do desfile, com um lindo abre-alas retratando o sertão de Pernambuco, onde nasceu o homenageado, o presidente Lula. A ida de Lula para São Paulo num pau-de-arara também mereceu uma bonita alegoria. A partir daí, as soluções visuais não foram tão felizes”, analisou o especialista.

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    Embora seja impossível cravar se a escola permanecerá ou não no Grupo Especial, é bastante possível afirmar que o desfile abraçou a polêmica e, com isso, despertou a atenção geral. Com o tom político e, em alguns momentos, partidário, o enredo da escola niteroiense enraiveceu os partidos da direita. O Novo, por exemplo, argumentou que o samba-enredo ultrapassa “os limites do que seria uma mera homenagem cultural” e que exerce influência sobre as eleições por mencionar o número de urna do presidente Lula — e anunciou que irá ao TSE.

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