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A história por trás da famosa cena de adultério flagrada no show do Coldplay

Mulher que foi pega abraçada com o chefe em show da banda britânica fala pela primeira vez e conta como episódio prejudicou sua vida

Por Ricardo Ferraz Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 20 dez 2025, 10h23 • Atualizado em 20 dez 2025, 15h36
  • Se houvesse um campeonato de vídeos virais ao longo do ano, Kristin Cabot certamente concorreria ao primeiro lugar. A cena em que é flagrada nos braços do chefe, durante um show da banda Coldplay, rodou o mundo, inspirou memes, piadas, embalou animados debates nas redes sociais e em rodas de conversa.

    Não há como negar que a reação do casal que praticamente confessa um adultério ao ser flagrado pela “câmera do beijo” tem seu lado cômico. Não dá para rir, porém, se sua vida particular é exposta em nível mundial e você passa a sofrer consequências que podem durar por toda a existência. Cabot falou sobre o episódio que a colocou involuntariamente nos holofotes, pela primeira vez, em uma entrevista ao jornal americano, The New York Times.

    A reação imediata foi se recolher, na tentativa de preservar os dois filhos adolescentes, o segundo marido com quem enfrentava um processo de divórcio e a empresa de tecnologia Astronomer, onde chefiava o departamento de Recursos Humanos. Tudo o que pensava neste momento, contou ao periódico, era: “Meu Deus, eu machuquei pessoas. Machuquei pessoas boas”.

    Mas os ataques e chistes nunca cessaram. “Vadia”, “destruidora de lares”, “interesseira”, “amante” são alguns dos adjetivos proferidos por gente que ela nunca viu na vida e com os quais passou a conviver. Xingamentos que evidenciam a clara distinção de tratamentos que o machismo é capaz de promover em situações como essa – Andy Byron, o CEO da Astronomer que protagoniza o vídeo com Cabot, sofreu graves consequências, mas jamais foi humilhado dessa forma.

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    Com os dados pessoais divulgados na rede sem autorizção, Cabot recebia entre  500 a 600 ligações por dia. Foi perseguida por paparazzis, virou chacota na boca de apresentadores de TV, artistas e até do mascote do Phillies, time de basebol da Filadélfia. Nada se compara, no entanto, a ameaças de morte recebidas anonimamente. “Umas 50 ou 60”, contou.

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    O perfil traçado no NYT tem a clara e justa intenção de fazer Cabot retomar a própria vida, aos 53 anos de idade. Com ajuda de uma consultoria de imagem, ela recebeu a jornalista Lisa Miller, em sua casa em New Hampshire, e trouxe detalhes do Coldplay gate, como o episódio foi exageradamente batizado (era um affair, não um escândalo político).

    “Eu tomei uma decisão ruim, bebi alguns High Noons, dancei e agi de forma inadequada com meu chefe”, disse. “E isso não é pouca coisa. Eu assumi a responsabilidade e abri mão da minha carreira por isso. Esse foi o preço que escolhi pagar. Quero que meus filhos saibam que você pode errar, pode errar feio. Mas não precisa ser ameaçada de morte por isso.”, desabafou.

    Contratada por Byron em 2024, ela e o chefe sentiram uma conexão quase que imediata. Os dois se falavam três vezes por dia e se aproximaram, até que Cabot confidenciou, durante um almoço, que estava se separando. Ele respondeu que estava passando pelo mesmo processo. Isso “meio que fortaleceu nossa conexão”, disse ela, ao jornal.

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    Quando foram ao show, já estava separada do marido. Uma noite divertida com amigos era a oportunidade de arejar um pouco a vida, tomada pelo processo de divórcio. “Não saía há séculos, queria colocar uma roupa bonita, dançar, rir e ter uma ótima noite”. No caminho para o estádio, ficou sabendo que o ex também estaria no show, mas tentou não se desestabilizar.

    Após alguns drinks, ela e Byron se beijram pela primeira e única vez até serem flagrados pelas câmeras abraçados. Imediatamente, se desvencilharam, visivelmente constrangidos. Cabot tampou o rosto, em uma cena que será lembrada por anos. “Nunca vou conseguir explicar isso de forma articulada ou inteligente”, afirmou. “Eu sou a chefe do RH e ele é o CEO. É tão clichê e tão errado”.

    O casal recém formado logo percebeu o tamanho que o caso poderia tomar e se dirigiu ao apartamento de Byrion para traçar uma estratégia sobre como lidar com a situação. A primeira decisão foi contar ao conselho. Os dois trabalhavam em um e-mail quando receberam os primeiros vídeos no TikTok. As imagens se disseminaram em progressão exponencial.

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    Em conversa com os filhos, ela tentou se antecipar e contou o que tinha ocorrido. Martelou a tecla do erro cometido. A menina de 14 anos começou a chorar instantaneamente. Era um triste prenúncio do que viria pela frente. Cabot e sua família nunca mais teriam paz. Merecem ter.

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