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A fórmula do sucesso de Pedro Sampaio nas paradas: ‘São três fatores’

DJ anima o pós Carnaval de São Paulo neste domingo e revela a estratégia de seus hits virais em conversa com VEJA

Por Amanda Capuano Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 21 fev 2026, 08h00 • Atualizado em 21 fev 2026, 11h00
  • Neste domingo, 22, Pedro Sampaio sobe no trio elétrico para comandar o pós Carnaval em São Paulo, no Parque do Ibirapuera. Dono de hits onipresentes na folia, como Jetski e Sequência Feiticeira, o carioca de 28 anos ficou de fora da festa no ano passado por contra de uma ruptura do ligamento do joelho. Nas últimas semanas, no entanto, enfrentou uma maratona regada a confete, suor e muita purpurina: a agenda carnavalesca contou com 14 shows ao longo de oito dias, com apresentações em nove cidades diferentes. “Fico muito feliz com toda essa demanda. Sou muito abençoado pelo público que tenho, e o meu principal objetivo é devolver todas essas bençãos quando encontro com eles, seja nos shows ou nos trios”, contou o DJ à VEJA.

    Criado no Méier, na Zona Norte do Rio de Janeiro, Sampaio começou a se interessar por música na infância. Foi na adolescência, no entanto, que o hobby virou profissão. “Desde os meus 12 anos o meu coração batia diferente quando o assunto era música e DJ. Isso me acompanhou durante muito tempo, mas eu mergulhei de cabeça mesmo quando tinha uns 18 anos, que foi quando pude dar uma atenção mais profissional à música”, conta ele, que hoje acumula 17 milhões de ouvintes mensais no Spotify, e lidera o ranking de músicas mais ouvidas da plataforma no Brasil com o hit dançante Jestki, junto com Melody. “Eu convidei sem mandar a música para ela ouvir. Falei: ‘tem uma ideia aqui para a gente, vem para o Rio’. Ela só foi ouvir a música no estúdio, na hora de gravar. Achei incrível que ela confiou na minha palavra”, revela sobre a parceria.

    Produtor prolífico de hits virais, Sampaio constrói seus sucessos com uma mescla precisa de pop, funk e eletrônica. Ao final, o som ainda embala coreografias contagiantes, que se espalham nas redes sociais em velocidade recorde, e são repetidas à exaustão por todo o país — fórmula perfeita para o carnaval. Em conversa com a VEJA, o DJ conta que enfrentou nas últimas semanas uma correria bem-vinda, e revela o segredo por trás de seu sucesso nas paradas musicais. Confira a entrevista a seguir:  

    Você puxa o trio no pós Carnaval de São Paulo neste domingo. Sempre gostou da folia ou foi algo que veio com o sucesso na música? Eu sempre amei o Carnaval. A sensação que esse período do ano traz é única e é muito brasileira, então me identifico muito. Obviamente, depois que eu comecei a minha carreira artística, o Carnaval virou um período de muita correria, com muitos shows, mas eu adoro e tento sempre transmitir esse amor nas músicas.

    Fez alguma preparação especial para a maratona de shows? É uma preparação constante. Desde o ano passado, depois que eu rompi o ligamento do joelho e precisei operar, mudei meus hábitos alimentares e de treino. Fiquei mais responsável com o meu corpo, e isso acontece até hoje, tanto fisicamente quanto psicologicamente. Também me sinto mais bem preparado e maduro artisticamente.

    Você está em alta nas paradas. O que é necessário para a produção de um hit? São três fatores. Eu sou um artista comercial e amo isso. Adoro fazer música para o povo, para todo mundo ouvir. Acho que pro carnaval a música tem que transmitir alegria, que é uma característica das minhas produções. Uma outra coisa é ter um refrão chiclete. Amo criar esse tipo de música em que o refrão gruda na mente do povo e você não consegue dormir sem pensar nele. E ainda tem um terceiro ponto que é a dança. A coreografia soma muito no sucesso de uma música, como em Jetski e Feiticeira.

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    Você tem parcerias diversas no currículo. Quais suas principais influências na música ? Como produtor, um ponto inegociável quando eu estou trabalhando uma música é a brasilidade. Ser um artista brasileiro me inspira, assim como a riqueza de gêneros que o Brasil tem em relação à música. Então, eu gosto muito de viajar e ouvir o que está tocando nos quatro cantos do país. A brasilidade é o que mais me inspira.

    O mercado musical hoje é muito concorrido. É difícil disputar com gêneros como o sertanejo, por exemplo? Sem dúvida o mercado musical é muito concorrido. Não só no Brasil, mas no mundo inteiro. É uma concorrência muito grande de estilos, de gêneros, de artistas. Mas eu acredito que o juiz disso tudo é o público. Independente do gênero, quando o público gosta da música e do artista, ele faz aquela canção chegar em lugares inimagináveis. Eu não imaginava que Jetski seria um sucesso tão grande em tão pouco tempo. No fim das contas, a gente precisa agradecer ao público pelas bençãos recebidas.

    O público mais velho costumam torcer o nariz para músicas de teor sexual, como muitos dos seus hits, o que acha disso? Acho que não é uma regra. Por onde eu passo, percebo a pluralidade de público nos meus shows. Eu vejo crianças com os pais, adolescentes, gente de todo o tipo e idade. Na semana passada, vi até uma senhorinha com um cartaz querendo tirar foto. As pessoas são diferentes, tem gostos diferentes, e tá tudo bem. Eu fico feliz de poder falar para todas as idades e para todas as pessoas que gostam da minha música. As críticas fazem parte da carreira, mas eu tenho trabalhado tanto que não tenho tido nem tempo de ver muito essas coisas. 

    Como é o Pedro Sampaio fora das boates e dos shows? É um cara mais caseiro. O público vê o que está na frente das câmeras, mas a maior parte do trabalho é atrás delas: criando música, pensando em estratégias, conceitos, planos e mudando rotas na carreira. Então, faço muitas reuniões em casa e passo muitas horas produzindo novas músicas. No fim do dia, sou um cara que trabalha muito, e que ama estar com a família.

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