3 razões para ver — e 2 para não ver — novo spin-off de Game of Thrones
Um guia útil para o espectador que está em dúvida se encara 'O Cavaleiro dos Sete Reinos' em suas maratonas de fim de semana no streaming
Lançada mundialmente no último dia 18 de janeiro, com grande expectativa dos fãs do sucesso Game of Thrones, a série O Cavaleiro dos Sete Reinos, mais novo spin-off da saga criada pelo americano George R.R. Martin, encontra-se em sua reta final. A HBO Max antecipou para esta sexta o quarto episódio da trama — e daí faltarão ir ao ar apenas os dois últimos de um total de seis capítulos, previstos para os dias 15 e 23 de fevereiro. A essa altura já é possível, em suma, proclamar um veredito: O Cavaleiro dos Sete Reinos faz jus — ou não — ao megahit original exibido entre 2011 e 2019?
VEJA analisou o resultado até agora da história que fala sobre as aventuras do jovem cavaleiro Sor Duncan, o Alto, (Peter Claffey) e seu pequeno escudeiro, Egg (Dexter Soll Ansell), em suas perambulações por Westeros numa época situada 100 anos antes dos eventos narrados em Game Of Thrones. Para quem ainda não começou a assistir ao programa e está em dúvida se o coloca em suas maratonas neste fim de semana, eis aqui 3 boas razões para ver — e 2 para não ver — O Cavaleiro dos Sete Reinos:
3 RAZÕES PARA VER…
1 — A VISÃO FASCINANTE SOBRE AS PESSOAS COMUNS DE WESTEROS
Enquanto Game of Thrones e sua primeira derivada, A Casa do Dragão, se detiveram fortemente sobre as intrigas e jogos de poder na elite e na nobreza de Westeros, O Cavaleiro dos Sete Reinos muda o foco radicalmente: a série fala das pessoas simples daquele universo, que lutam por um lugar ao sol em paragens dominadas por reis, rainhas e os figurões em torno deles. O protagonista Sor Duncan, por si só, resume o atrativo disso: ele é um jovem que veio de baixo, foi treinado por um cavaleiro de segunda categoria — e faz de tudo para chegar lá.
2 — O BANHO DE HUMOR NUMA SAGA MOVIDA POR VIOLÊNCIA E INTRIGAS
Está aí uma diferença que surpreende e cativa em O Cavaleiro dos Sete Reinos. Se Game of Thrones não deixava o espectador respirar de tantas maquinações, mortes, guerras sangrentas e traições, seu segundo spin-off tem um clima mais leve e soltinho, com direito a piadas e descontração. Exerce, enfim, o providencial ensinamento de entreter a audiência não se levando tão a sério.
3 — O ELENCO CARISMÁTICO
A escalação de O Cavaleiro dos Sete Reinos é um tanto feliz. Os acertos já começam na dupla de protagonistas: o irlandês Peter Claffey, ex-jogador de rúgbi, é um fortão simpático e imprime uma adorável cara de gente como a gente ao herói Sor Duncan. Seu companheiro, o garoto britânico Dexter Soll Ansell, de 11 anos, é outro achado que faz diferença. Ao redor deles, todo o elenco é impecável — e capaz de brilhar em cena.
… E 2 RAZÕES PARA NÃO VER A SÉRIE:
1 — OS TROPEÇOS APELATIVOS
O humor é um trunfo imenso de O Cavaleiro dos Sete Reinos, sem dúvida — mas, talvez no afã de conquistar o arredio público masculino millennial e da geração Z, os roteiristas muitas vezes exageram na dose, e derrapam feio. As piscadelas para essa comicidade tosca resultam às vezes em tiradas constrangedoras, claramente feitas para emular as conversas de botequim (ou, vá lá, de pub inglês) entre marmanjos. O pior cartão de visitas para tal característica veio de forma chocante logo no primeiro episódio, quando uma cena mostra de maneira desnecessária (e nojenta) o protagonista Sor Duncan fazendo cocô.
2 — O ENREDO EMPACADO
Há de se fazer justiça: nesse caso, O Cavaleiro dos Sete Reinos não está sozinha — e ainda tem a chance de se redimir no crescendo dos episódios finais. Assim como a segunda e tediosa temporada de A Casa do Dragão, ou alguns momentos da própria Game of Thrones, o roteiro parece muitas vezes andar em círculos, e é um tanto dispersivo. Westeros pode ser excitante — ou para lá de morna.
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