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Quem era o arquiteto Kongjian Yu, criador da ‘cidade-esponja’, vítima de acidente aéreo no Pantanal?

O urbanista chinês participava de gravações com documentaristas brasileiros depois de passar pela Bienal em São Paulo

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 24 set 2025, 10h21 • Atualizado em 24 set 2025, 11h32
  • Um acidente aéreo no Pantanal no Mato Grosso do Sul na noite desta terça, 23, matou quatro pessoas, entre elas o arquiteto chinês Kongjian Yu. Conhecido pelo conceito de “cidades-esponja”, a vítima era um dos maiores nomes da arquitetura. Além dele, dois cineastas brasileiros que documentavam o trabalho do arquiteto e o piloto da aeronave de pequeno porte também morreram na queda. 

    Kongjian Yu era reconhecido internacionalmente pelo seu trabalho voltado para um planejamento sustentável. O arquiteto nasceu em 1963 na na vila Dongyu, Jinhua, província de Zhejiang, China, em uma família de agricultores. Em 1998, fundou o escritório Turenscape, um dos maiores do mundo até hoje e também era professor na Universidade de Pequim.

    Durante sua carreira, recebeu prêmios como o IFLA Sir Geoffrey Jellicoe Award (2020), o Cooper Hewitt National Design Award (2023) e ainda neste ano o RAIC International Prize.

    O que são ‘cidades-esponja’?

    Em 2012, chuvas intensas e enchentes na capital chinesa provocaram a morte de 80 pessoas, enquanto a Cidade Proibida, com sistemas de drenagem milenares, ficou seca. Kongjian Yu então criou o conceito “cidades-esponja”, que foi adotado como política nacional no ano seguinte da tragédia.

    A proposta do arquiteto era diminuir a dependência de sistemas de drenagem tradicionais, e se voltar a soluções naturais. Infraestruturas verdes, áreas alagáveis como lagos e parques e pavimentos impermeáveis substituem concreto, canos e bombas.

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    Segundo o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR), o conceito de “cidades-esponja” já foi aplicado em mais de mil projetos em 250 cidades e Kongjian Yu defendia “soluções baseadas na natureza para enfrentar enchentes urbanas e os efeitos da crise climática”.

    Como foi o acidente?

    Quatro pessoas morreram após a queda de um avião de pequeno porte no Pantanal do Mato Grosso do Sul. O incidente ocorreu na noite da última terça-feira, 23, na Fazenda Barra Mansa, na zona rural de Aquidauana.

    Além de Kongjian Yu, também a bordo do avião estavam os cineastas e documentaristas brasileiros Rubens Crispim Júnior e Luiz Fernando Feres da Cunha Ferraz e o piloto e proprietário da aeronave, Marcelo Pereira de Barros. Todos morreram na queda antes que as autoridades chegassem ao local.

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    Segundo informações da polícia e dos bombeiros, o avião era um monomotor de modelo Cessna 175, fabricado em 1958, e operava em condições normais com a documentação em dia. As causas do acidente e das mortes serão investigadas pelas autoridades, mas o trabalho da perícia deve ser dificultado pela dificuldade de acesso ao local da queda e pelo ciclo de cheias e secas dos rios que atravessam o Pantanal.

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