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Guias turísticos protestam contra medidas restritivas para chegar ao Monte Etna

Normas visam controlar o acesso às áreas afetadas pela recente atividade vulcânica, mas foram recebidas com indignação pelos profissionais

Por Alessandro Giannini Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 8 jan 2026, 16h35 • Atualizado em 8 jan 2026, 17h29
  • O Monte Etna, o vulcão mais ativo e imponente da Europa, tornou-se recentemente o palco de um conflito acalorado entre autoridades de segurança e profissionais do turismo na Sicília. Guias vulcanológicos especializados organizaram protestos e greves — a primeira paralisação da classe em décadas — em resposta às novas e rigorosas normas de segurança impostas pela administração da cidade de Catânia. As medidas visam controlar o acesso às áreas afetadas pela recente atividade vulcânica, mas foram recebidas com indignação pelos profissionais que conduzem os visitantes nas encostas do gigante siciliano.

    As novas regras restringem severamente a operação turística: o tamanho dos grupos foi limitado a dez pessoas, as excursões são permitidas apenas até o anoitecer — proibindo as populares visitas noturnas, momento em que a incandescência da lava é mais espetacular — e foi estabelecida uma zona de exclusão de 200 metros das correntes de lava, cuja fiscalização está sendo reforçada com o uso de drones. A associação regional de guias argumenta que estas restrições são excessivas, dado que a lava se move lentamente em terreno plano, e que as medidas “anulam efetivamente o papel dos guias”, retirando-lhes a responsabilidade profissional de gerir a segurança in loco.

    Para compreender a cautela das autoridades, é necessário observar o histórico recente de instabilidade do vulcão, que tem 3.350 metros de altitude. A atual fase eruptiva teve início na véspera de Natal e intensificou-se no dia de Ano Novo, gerando fluxos de lava que percorreram cerca de 3,4 quilômetros. Este episódio seguiu-se a um evento dramático ocorrido em junho do ano passado, quando uma erupção massiva forçou a evacuação de turistas devido a colunas de gás a alta temperatura e cinzas.

    Apesar do histórico volátil, o Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia da Itália confirmou que as atuais frentes de lava estão numa fase de resfriamento e não avançam mais, não representando perigo para as áreas residenciais próximas. Com os turistas enfrentando cancelamentos e desilusão, os guias esperam agora negociar um compromisso que permita a retomada das atividades, equilibrando a segurança necessária com a viabilidade econômica do turismo de aventura na região.

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