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Em ritmo de aventura: cicloturismo ganha espaço no Brasil, apesar dos obstáculos

No mundo, trata-se de um mercado bilionário

Por Natalia Tiemi Hanada Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 12 jun 2025, 16h59 • Atualizado em 13 jun 2025, 13h54
  • De mãos dadas com os humores de hoje, de zelo pelo ambiente e permanente cuidado com as mudanças climáticas, há uma modalidade de viagem que não para de crescer: o cicloturismo. Some-se a esse cardápio de preocupações uma evidência — é bom exercício, faz bem para a saúde. Em 2024, o mercado global da atividade sobre duas rodas foi estimado em 139,54 bilhões de dólares, com projeção de 339,54 bilhões dentro de uma década. É expansão animadora, óleo para uma engrenagem pronta para atrair várias pontas: os fabricantes, sem dúvida, especialmente os de modelos elétricos, que crescem e aparecem — na Alemanha, por exemplo, já representam 32% do total de vendas —, além de agências e da rede hoteleira.

    ESTÍMULO - Circuito das Araucárias, em Santa Catarina: adversidades naturais
    ESTÍMULO - Circuito das Araucárias, em Santa Catarina: adversidades naturais (@circuitodasaraucariasoficial/Instagram)

    Na Europa, virou febre, responsável pela metade do faturamento do negócio. No Japão, idem, com hospedagens elegantes adaptadas para receber as bikes até mesmo dentro dos quartos. No Brasil, sem estatística confiável, o cenário ainda é modesto, mas de evidente janela de crescimento. Em 2022, o Ministério do Turismo criou um grupo técnico para o desenvolvimento e a melhora da infraestrutura das rotas. Há, agora, um mapa de constante atualização, com ao menos dezenove trilhas bem sinalizadas. É pouco ainda, mas brota otimismo.

    EXCLUSIVIDADE - Hotel no Japão: um espacinho especial para elas também
    EXCLUSIVIDADE - Hotel no Japão: um espacinho especial para elas também (./Divulgação)

    Um dos lugares mais procurados para os passeios de bicicleta é o Vale Europeu, em Santa Catarina, a primeira rota oficial do país, inaugurada em 2006. Há outras opções, como o também catarinense Circuito das Araucárias e a Rota do Vulcão, em Minas Gerais. A diversidade do território brasileiro é um diferencial no roteiro de quem pratica a modalidade e tem a oportunidade de explorar regiões de diferentes paisagens e variados interesses. A travessia denominada Caminho da Fé, que vai de Tambaú até Aparecida do Norte, em São Paulo, recebeu em 2024 31% a mais de aventureiros em relação ao ano anterior. “A pessoa faz o trajeto para pagar uma promessa ou como desafio pessoal”, diz Denis Gomes, dono da especializada MTB Cicloturismo.

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    arte bicicleta

    O crescimento, contudo, exige cuidado. Os problemas na infraestrutura do Brasil para receber os cicloturistas saltam aos olhos. “Demorei para achar hospedagem para mim e para a equipe que me acompanhava na Rota Bahia–Minas”, disse Gomes. Dito de outro modo: há uma janela de oportunidade, em movimento que os países da Europa rapidamente intuíram. Trata-se de uma modalidade de excursão rica, por unir dois polos: o de quem sonha com paisagens de tirar o fôlego, como as dos Alpes, e o dos valentes em busca de desafios pessoais, em caminhos de difícil acesso, escaladas e desfiladeiros — além, é claro e infelizmente, da buraqueira de trechos brasileiros abandonados. Programe-se, porque sair por aí pedalando é agradável, mais barato e inesquecível, apesar das dificuldades. Vale então sublinhar uma frase de Albert Einstein: “Viver é como andar de bicicleta. É preciso estar em constante movimento para manter o equilíbrio”. Fica a dica.

    Publicado em VEJA de 13 de junho de 2025, edição nº 2948

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