Conheça a história do cão que inspirou nova lei de sepultamento de pets em SP
Tarcísio de Freitas sanciona nova regra, batizada de Bob Coveiro, para enterros de animais em jazigos familiares
Assinada nesta terça-feira, dia 10, pelo governador Tarcísio de Freitas, a chamada Lei nº 18.397/2025 reconhece o vínculo afetivo entre tutores e animais de estimação. A nova legislação permite que pets sejam enterrados nos jazigos da família em todo o estado de São Paulo. Em alguns cemitérios particulares isso já era possível, mas, a partir de agora, o que era exceção passa a ser regra.
A lei foi aprovada pela Assembleia Legislativa paulista em dezembro e ganhou o nome de Lei Bob Coveiro, em homenagem a um cachorro que passou a viver no cemitério de Taboão da Serra após a morte de sua tutora. Bob morou ali por dez anos, até ser oficialmente adotado pelos funcionários do local. Ganhou até uma casa própria. Dócil e empático, acompanhava os cortejos fúnebres. Um dia, porém, foi atropelado e morreu por falta de socorro do condutor. Bob acabou enterrado no jazigo de sua tutora e teve direito até a um cortejo.
Atualmente, existem diversos cemitérios e crematórios destinados a cães e outros animais de estimação, inclusive no Brasil. Esses espaços oferecem serviços como sepultamento, cremação — individual ou coletiva —, salas de velório e homenagens, funcionando como uma alternativa digna e higiênica para o luto dos tutores. Ainda que os serviços especializados sejam cada vez mais completos, estar entre os familiares tem um peso simbólico e afetivo diferente.





