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Como ‘Tubarão’, que faz 50 anos, mudou percepção do público sobre espécie

Clássico de Steven Spielberg faz aniversário como marco da indústria, mas seu legado ajudou a transformar os peixes em vilões

Por Ligia Moraes Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO , Alessandro Giannini Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 9 jun 2025, 11h35 • Atualizado em 9 jun 2025, 11h44
  • Em 1975, duas notas graves e um tubarão mecânico mudaram completamente o cinema americano. Naquele verão, o lançamento de Tubarão (1975) significou uma mudança de paradigma na indústria cinematográfica, que sofria com a queda de público nas salas de cinema. Para além disso, o filme do jovem Steven Spielberg, que mostra um tubarão branco aterrorizando uma cidade de praia, instilou nas pessoas comuns o pavor desses peixes carnívoros, transformando-os em verdadeiros párias dos oceanos.

    Quando o compositor John Williams apresentou pela primeira vez sua ideia para o tema do filme a Spielberg, a reação inicial foi de incredulidade. Williams sentou-se ao piano e, com apenas dois dedos, tocou duas notas graves em um padrão repetitivo e crescente — para quem conhece música, um ostinato em mi e fá. “Eu comecei a rir”, relembrou o diretor em diversas entrevistas. “Achei que ele estava brincando”.

    O conceito: a força do tema estava na simplicidade. As duas notas, segundo o compositor, representavam a natureza primitiva, instintiva e implacável do tubarão. Como em vários filmes de terror e suspense, a antecipação do monstro produz mais horror do que sua visão, e a música seguia essa receita com perfeição. A genialidade da composição estava na capacidade de criar uma tensão crescente e cada vez mais insuportável.

    Richard Dreyfuss e Robert Shaw a bordo do barco Orca, em perseguição ao tubarão branco gigante, em cena de Tubarão (1975), dirigido por Steven Spielberg
    Richard Dreyfuss e Robert Shaw a bordo do barco Orca, em perseguição ao tubarão branco gigante, em cena de Tubarão (1975), dirigido por Steven Spielberg (Universal Pictures/Fotos International/Getty Images)

    O restante é história. Ao completar 50 anos de seu lançamento, Tubarão segue sendo um marco para a indústria, que criou um modo novo de lançar filmes na época, e uma referência estética, transformando um fiapo de história em algo grandioso e aterrorizante. O título, que praticamente criou o conceito de blockbuster ou arrasa-quarteirão — os lançamentos amplos com forte propaganda por parte dos estúdios —, rendeu na época mais de 470 milhões de dólares, em valores atualizados.

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    No plano ambiental, no entanto, Tubarão não foi tão feliz, já que transformou uma espécie inteira em um vilão das águas, promovendo ataques a espécimes que não representavam o menor perigo às pessoas. Peter Benchley (1940–2006), autor americano do romance que inspirou o filme, expressou arrependimento no fim de sua vida por ter ajudado a criar esse retrato do peixe. “O tubarão em uma versão atualizada do filme não poderia ser o vilão”, disse ele. “Teria que ser escrito como a vítima; pois, em todo o mundo, os tubarões são muito mais oprimidos do que opressores.”

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