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A economia não é tudo, diz idealizador do índice de Felicidade Interna Bruta (FIB)

Presidente do Centro de Estudos do Butão, Dasho Karma Ura explica como o verdadeiro bem-estar de uma nação transcende os números do PIB

Por Sara Salbert
18 jan 2025, 08h00 •
  • Como medir algo tão subjetivo quanto a felicidade? De fato, ela envolve muitos aspectos subjetivos, mas o índice de Felicidade Interna Bruta (FIB), que criei tendo em mente o cotidiano do Butão, não mede a felicidade em si, e sim as condições da população para alcançá-la. Combinando fatores abstratos com dados objetivos, como qualidade de moradia, educação e saúde, e analisando o conjunto em larga escala, identificamos padrões que permitem aferir a vivência de grupos diversos e seus níveis de satisfação.

    Qual a diferença entre o FIB e o Relatório Mundial da Felicidade, que classifica anualmente os países mais felizes do mundo? O FIB é muito mais abrangente, considera 72 indicadores em nove áreas: bem-estar psicológico, saúde, uso do tempo, atividade comunitária, educação, cultura, meio ambiente, governança e padrão de vida. Os países no topo do ranking do Relatório Mundial da Felicidade, como Finlândia e Dinamarca, são eficazes na promoção do bem-estar social, mas não vão bem em outros setores.

    E quais são eles? Essas nações dependem fortemente de combustíveis fósseis que prejudicam o meio ambiente, um dos pilares da felicidade duradoura. Pesquisas mostram que o contato com a natureza está diretamente associado ao aumento das emoções positivas.

    O crescimento do PIB costuma ditar os rumos das políticas dos governos. Isso faz sentido? Não, essa lógica é bastante limitada. Países com alto PIB escondem desigualdades e populações empobrecidas. O FIB foi criado justamente como uma alternativa, incorporando aspectos como qualidade de vida, sustentabilidade e cultura.

    Quais os principais erros que os governos cometem em relação à felicidade dos cidadãos? O maior erro é não colocar o bem-estar da população como meta central das políticas. Eles se concentram em aumentar a produção e o crescimento econômico, deixando de lado fatores essenciais como a saúde mental, o uso equilibrado do tempo e o senso de comunidade.

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    Como a vida em comunidade está relacionada com a felicidade individual? A felicidade dos indivíduos só floresce em um ambiente de apoio coletivo. Nossas aspirações pessoais estão intrinsecamente ligadas à comunidade em volta. Sem um senso de pertencimento e uma rede de suporte bem estabelecida, a felicidade humana se torna quase impossível.

    Publicado em VEJA de 17 de janeiro de 2025, edição nº 2927

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