Wanda Chase: saiba quem era a jornalista que morreu após cirurgia na Bahia
Comunicadora foi internada depois de ser diagnosticada com infecção

Morreu, na madrugada desta quinta-feira, 3, Wanda Chase. A jornalista de 64 anos não resistiu a complicações de uma cirurgia de aneurisma da aorta, realizada no Hospital Teresa de Lisieux, em Salvador (BA). Nascida no Amazonas, Wanda se mudou para a Bahia em 1991, onde consolidou como comunicadora e ativista do movimento negro. Em 2002, recebeu o Título de Cidadã Soteropolitana, concedido pela Câmara Municipal de Salvador. Com 45 prêmios ao longo da carreira, ela trabalhou por quase três décadas na TV Bahia, mas também teve passagem por outros veículos de comunicação, como Rede Manchete, TV Cabo Branco e Rede Globo Nordeste, além de ter feito a assessoria de imprensa da banda Olodum.
Nas redes sociais, o grupo lamentou a morte da “conselheira consultiva”. “Wanda que inspirou um séquito de jovens, em especial mulheres negras, foi uma jornalista vibrante, pioneira e profundamente comprometida em transformar o jornalismo televisivo em um instrumento de combate ao racismo, de promoção da diversidade e de valorização da cultura e das tradições afro baiana”, informou a nota. Ainda nos anos 1990, a jornalista começou uma amizade com Glória Maria, que morreu em 2023. Na época, a amazonense comentou sobre a relação próxima das duas, que conversavam com frequência e confidenciavam segredos.
De acordo com familiares, Chase enfrentava problemas de saúde desde o mês passado, após contrair uma virose. O quadro foi agravado quando a comunicadora foi diagnosticada com infecção urinária e intestinal. Após ser internada, ela recebeu o diagnóstico de aneurisma dissecante da aorta e precisou de uma cirurgia de emergência, mas acabou não resistindo. Além da banda Olodum, Wanda recebeu homenagens de diversos artistas baianos, como Ivete Sangalo, Daniela Mercury, Carlinhos Brown e Saulo, e da ministra da Cultura, Margareth Menezes. “Lembro-me das vezes em que nos encontramos, ela sempre com um sorriso, alegria contagiante e muita competência no que fazia. Sua partida deixa uma lacuna no jornalismo e na luta por igualdade racial e justiça social”, lamentou a ministra.