Wagner Moura relaciona ‘O Agente Secreto’ ao ataque dos EUA à Venezuela
Ator concorre ao Globo de Ouro pelo filme
O ator Wagner Moura, 49 anos, criticou abertamente o ataque à Venezuela pelas forças armadas dos Estados unidos, sob ordens do presidente Donald Trump, que resultou na captura de Nicolás Maduro e sua mulher, Cilia Flores, no último sábado, 3, traçando um paralelo entre essas posições e os temas abordados no filme O Agente Secreto. No filme dirigido por Kleber Mendonça Filho, o ator interpreta o protagonista e figura como um dos favoritos na disputa pelo prêmio de Melhor Ator em Drama no Globo de Ouro, cuja cerimônia acontece no domingo, 11.
“É simplesmente inaceitável. Isso não tem nada a ver com apoiar Maduro ou seu regime — eu acho que ele é um ditador e a Venezuela merece alguém melhor do que Maduro. Mas os Estados Unidos invadirem um país, bombardearem um país, matarem pessoas em um país e sequestrarem seu presidente? É um precedente muito, muito perigoso. Nos faz lembrar dos velhos tempos do imperialismo americano, da Doutrina Monroe e da política do ‘big stick’. Tenho certeza de que você sabe que todas as ditaduras na América do Sul nas décadas de 60 e 70 — aquela da qual falamos em O Agente Secreto , por exemplo — foram apoiadas pela CIA nos Estados Unidos. Portanto, isso não pode ser aceito. E não estou vendo uma reação forte da comunidade internacional”, comentou o brasileiro.





