Sócio-diretor do Qualistage defende liberdade do humor em ano político
Bernardo Amaral está a frente do Festival Humor Contra-Ataca
Depois de duas edições, o Festival Humor Contra-Ataca retorna em 2026 ao Qualistage, a maior casa de shows do Rio de Janeiro, reunindo nomes como Rafael Portugal, Tom Cavalcante, Luana Zucolotto, Rodrigo Marques, Leandro Hassum, Nany People e Paulinho Serra. O festival vai até o dia 10 de abril na casa na Barra da Tijuca. Bernardo Amaral, sócio-diretor da Qualistage, falou com a coluna GENTE sobre a proposta do evento e como tratar a comédia em um ano político.
De onde surgiu a vontade e a ideia de trazer a comédia para o palco do Qualistage? O humor já é um conteúdo recorrente do Quality Stage. E foi um conteúdo que a gente detectou que tinha um apelo forte de público. Então a gente resolveu fazer um festival onde a gente conseguisse reunir uma quantidade maior de nomes.
A curadoria foi feita pela Renata Castro, mas existe algum cuidado com o humor em ano eleitoral? Alguma regra, algum limite? Zero. Nada. Cada humorista, comediante, ele tem absolutamente toda a liberdade de fazer o seu show. A gente também, obviamente, tem uma preocupação um pouco de saber quem são os comediantes que nós estamos convidando. E a aceitação tem sido assim maravilhosa. A gente tem problema de data de um ou outro, mas todos querem fazer. E nós estamos falando de nomes já bem colocados no mercado. Nunca tivemos um problema, nunca tivemos um mal-estar. Alguém pode não gostar um pouco de um ou outro comentário, mas na piada seguinte, já ri, já esqueceu. O bom do humor é isso também. Você ri da desgraça às vezes.
E por que desse nome: O Humor Contra-Ataca? O nome surgiu basicamente porque a gente estava vindo depois da pandemia. Não que a gente estivesse pensando na pandemia, mas nós tínhamos uma cabeça um pouco de que o mundo passou por um momento muito difícil, com perdas, extremamente tristes e o humor, ele vem um pouco para trazer leveza, para trazer alegria para as pessoas. E aí o contra-ataque é isso, vamos contra-atacar um pouco essa tristeza. A gente vive num mundo polarizado politicamente. Aqui no Brasil tem dois lados, assim como outros países. O que vive os Estados Unidos, Rússia, o mundo está muito dividido e o humor vem trazer leveza, união.
O humor consegue superar essa polarização? Você vê que uma série de humoristas conseguem fazer comentários, piadas, tanto com um lado como com o outro e todo mundo rir porque não é uma coisa pesada, é uma coisa leve. Então você pode falar da esquerda, pode falar da direita, todo mundo ri, porque é um momento de descontração. Isso traz leveza, traz alegria, você vê as pessoas sorrindo.





