Por trás da gerência de crise do Rio Praia, criticado camarote da Sapucaí
Assessor de comunicação Alan Victor conta as estratégias para lidar com imprevistos e remediar impacto negativo
Entra ano, sai ano, e os camarotes continuam sendo espaços cobiçados da Marquês de Sapucaí. Por trás desse glamour todo, no entanto, existe uma engrenagem estratégica movida por profissionais experientes, que devem estar prontos para qualquer situação. À frente do Camarote Rio Praia, o assessor Alan Victor lidou com um de seus maiores desafios na carreira ao ter que fazer o gerenciamento de crise do espaço, muito criticado nas redes sociais pela superlotação, péssima qualidade de serviços prestados e cancelamento de shows.
“Lidar com crise é sempre um desafio, né? E assim, isso pode acontecer a qualquer momento na vida de um assessor”, conta ele à coluna GENTE. Segundo Alan, é fundamental atuar com transparência e buscar remediar as reclamações do público em episódios como esse. “Estamos resolvendo, todos os que reclamam estão indo ao meeting point e estão tendo reembolso ou ganhando um outro dia para voltar ao Rio Praia”, explica. Em operação na Sapucaí há nove anos, o Rio Praia passou por seu pior momento este ano, com uma série de vídeos publicados nas redes sociais, mostrando foliões reclamando da dificuldade para andar pelo espaço, falta de refrigeração e um clima de confusão que contrasta com a experiência ‘premium’ que deve ser entregue por um camarote. Alan aponta que o evento ocorreu devido a uma mudança estrutural, e que o objetivo agora é mostrar para os clientes que irão voltar ao funcionamento original.
Aos 31 anos, o assessor é nome consolidado nos bastidores do Carnaval, lidando com a comunicação e a curadoria de convidados de camarotes desde 2019. Alan é um dos crivos de acesso aos espaços tão disputados, frequentados por artistas, influenciadores, empresários e personalidades ligadas ao universo cultural e do entretenimento. Seu tempo na avenida o permite notar as mudanças que ocorrem ao longo do tempo, entre elas as alterações estruturais. De acordo com ele, as modificações na Sapucaí impactam o próprio modelo dos camarotes. “Cada vez fica mais caro ter um camarote na Sapucaí. O sambódromo não comporta mais camarotes, não tem espaço físico”.





