Por que não se cogitou Grazi ou Sabrina no BBB, mas Babu repete calvário
Atrizes são queridinhas de marcas, engatam projetos profissionais consistentes e seguem aumentando rentabilidade nos negócios
O anúncio da volta de Babu Santana, 46 anos, ao Big Brother Brasil serve como um reflexo das dificuldades enfrentadas por ele desde o BBB20, edição em que foi um dos participantes mais populares. Apesar do sucesso daquela edição, Babu não conseguiu emplacar papéis de destaque em novelas ou séries nos últimos anos, o que se pressupõe que a nova participação seja uma tentativa de retomar espaço e visibilidade na carreira repleta de altos e baixos.
Ele terminou em quarto lugar em 2020. Depois fez participação no famigerado The Masked Singer, foi o padre Severo em Amor perfeito (2023) e participação especial nas séries O jogo que mudou a história e Os outros, ambas da Globoplay. No cinema, foi Tonhão no ótimo Kasa branca (2024) e Durval em Oeste outra vez.
O retorno até certo ponto prematuro de Babu a um confinamento televisivo refletiria, assim, a ausência da construção de carreiras para atores negros com seu biótipo, lhe conferindo a tão desejada segurança financeira. É claro que, além do dinheiro, há quem busque a fama, o que não parece ser o caso do ator, sempre lembrado com carinho pelo público e já tendo notoriedade antes da trajetória no BBB. Aqui parece ser mais uma decisão apoiada no prêmio milionário do reality.
Uma carreira de ator passa por várias nuances que vão além, claro apenas das oportunidades. Mas são elas que abrem portas para decisões de uma trajetória profissional. Para citar duas ex-BBB’s que também trilharam o caminho da fama: se Babu tivesse as mesmas oportunidades que Sabrina Sato (com programa no GNT) ou Grazi Massafera (atual vilã da novela das 9 da emissora) tiveram, por exemplo, a TV não o faria se sujeitar a passar mais uma vez por tão exposição.





