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Por que homens relutam em admitir plásticas: ‘divindade genética’

O antropólogo Bernardo Conde e a especialista em estética avançada Gabriela Dawson falam sobre o tema, à luz da polêmica com Cauã Reymond

Por Mafê Firpo Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 27 abr 2025, 14h00 •
  • Cãua Reymond, nos holofotes desde que se tornou foco nos bastidores de Vale Tudo, já vinha chamando atenção nas redes sociais na estreia da novela. E por outro motivo: o possível resultado de seus procedimentos estéticos. Embora seu rosto esteja mais esticado e a mandíbula bem delineada, ele faz questão de negar qualquer intervenção na face. “Não fiz nada no rosto. Nadinha. É que eu ganhei peso. E estou também usando esse corte de cabelo mais curto, meio militar”, disse em uma entrevista.

    Segundo Gabriela Dawson, especialista em estética avançada, a mudança no rosto de Cauã é visível para o público, mas principalmente para os profissionais, que dificilmente são enganados. “Não só a mandíbula está mais marcada, como também o masseter, músculo da mandíbula, e o queixo estão maiores. A resposta para isso seria um contorno na mandíbula, mais um procedimento no masseter acompanhado do ângulo goníaco, que melhora o formato do rosto. Um palpite que eu também daria é que ele fez o zigomático (topo da bochecha). É possível perceber isso, porque os lábios estão subindo mais quando ele sorri, isso é um efeito anatômico do músculo ao realizar o procedimento”, explica Gabriela à coluna GENTE.

    Se fez mesmo tais procedimentos, por que então Cauã insiste em negá-los? A resposta não é simples, mas pode se basear no que a sociedade pensa sobre “masculinidade”. O antropólogo Bernardo Conde afirma que o homem é de fato vaidoso, mas rejeita esse lado pelo medo de ser comparado ao que é a ideia do feminino. “Há uma forte conotação do papel masculino como algo menos da sutileza, da delicadeza, do cuidar dos detalhes. O homem é mais conservador. A mulher pode chegar na calça, mas o homem não chega com facilidade no batom e na saia, porque ele é identificado a um papel mais rígido, mais tradicional, menos flexível”, argumenta. As primeiras aparições de homens vaidosos foi nos anos 1990, quando a ideia de metrossexual, homem que cuida da aparência de maneira extensiva, começava a aparecer na sociedade, De lá pra cá tiveram algumas mudanças, mas é impossível negar que os que seguem essa pauta são alvo de preconceito.

    Trazer o homem para o lado considerado “feminino” dá a impressão, para os que seguem à risca a antiga ideia de “macho alfa”, de perda de status e de poder. Segundo Bernardo, o homem, para se sentir poderoso, precisa estabelecer a mulher como algo supérfluo, negativo, de quem não leva a vida a sério. “Essa ideia de estabelecer o masculino segue o medo de perder a famosa demarcação, medo de ser emasculado, de perder suas características masculinas e com isso todo o arcabouço de lugares na sociedade que vêm junto. Cauã parece firmado na ideia de uma divindade genética”, completa.

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