Pior da semana: jurados pesam a mão na Mocidade e aliviam Portela
Notas do Carnaval 2026 foram contestadas nas redes sociais; entenda
As notas dadas pelos jurados no Carnaval 2026 no Rio de Janeiro sofreram críticas de várias frentes, e isso virou um dos assuntos mais comentados depois da apuração na Cidade do Samba.
Algumas escolas que tiveram desfiles fortes — especialmente a Mocidade Independente de Padre Miguel, que homenageou Rita Lee — acabaram em posições baixas na classificação (11° lugar), gerando revolta entre integrantes, artistas e fãs. A Mocidade chegou a publicar uma nota oficial de insatisfação com as avaliações dos jurados e disse que “merecia notas melhores em diversos quesitos”. A cantora Anitta criticou publicamente uma nota baixa dada à Mocidade no quesito enredo (9,6) chamando de “muita sacanagem”. Bem inferior, a Portela ficou na frente da Mocidade, mesmo com um visual plástico a desejar. Não é de se entender algo assim.
A Acadêmicos de Niterói, que fez um desfile com enredo político sobre o presidente Lula e acabou em último lugar com apenas duas notas 10, foi rebaixada para a Série Ouro. Parte do público questionou se a avaliação refletiu a qualidade ou se houve influência de interpretações políticas, embora a apuração se baseie em critérios técnicos. E neste caso, merecia mesmo o rebaixamento.
Muitos também criticaram o sistema de notas (tudo entre 9,0 e 10,0 com decimais), porque torna difícil entender diferenças de desempenho — e faz com que pequenas variações decidam posições inteiras. Paulo Paradela foi chamado nas redes de jurado “mais carrasco” no quesito fantasias, porque deu apenas quatro notas 10 e foi relativamente rígido com várias escolas, incluindo 9,6 à Acadêmicos de Niterói — contribuindo para o rebaixamento da escola. Alguns jurados também atraíram comentários ao justificar notas com termos como “peso morto” na bateria de uma escola (no caso da Grande Rio), o que viralizou nas redes e gerou debates sobre como os critérios técnicos estão sendo aplicados e comunicados.





