O bilionário que despertou o interesse de Trump pela Groenlândia
Ronald Lauder, amigo do presidente dos EUA, foi o primeiro a propor a expansão do Ártico
Diversos países europeus, como França, Suécia, Alemanha, Noruega e Países Baixos, começaram a enviar nesta quinta-feira, 15, tropas militares para a Groenlândia em meio às ameaças dos Estados Unidos de uma possível tomada do território. Embora tenha governo autônomo, a região permanece sob soberania dinamarquesa e, portanto, protegida pelo guarda-chuva da Otan. Nas últimas semanas, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que a ilha seria “vital” para os interesses estratégicos dos Estados Unidos e sugeriu que Washington devesse controlar o território. A ideia, porém, não é uma novidade. Durante seu primeiro mandato, Trump já discutia a possibilidade. “Ele disse que um empresário proeminente acabara de sugerir que os EUA comprassem a Groenlândia”, afirmou John Bolton, conselheiro de segurança nacional em 2018, ao The Guardian.
O empresário em questão era Ronald Lauder, 81. Herdeiro de uma fortuna no ramo de cosméticos – a marca global Estée Lauder – ele conhece Trump há mais de 60 anos. Após a intervenção do bilionário, uma equipe da Casa Branca começou a explorar maneiras de aumentar a influência dos EUA no vasto território ártico e à medida que Trump intensificou suas ameaças de anexar a Groenlândia, Lauder adquiriu participações comerciais no país.
“Sob o gelo e as rochas, encontra-se um tesouro de elementos de terras raras essenciais para inteligência artificial, armamento avançado e tecnologia moderna. Com o recuo do gelo, novas rotas marítimas estão surgindo, remodelando o comércio e a segurança globais”, escreveu Lauder no New York Post, em fevereiro do ano passado.





