Michael Jackson teria abusado de criança na casa de cantor
Irmãos moveram ação contra espólio do astro pop
O espólio de Michael Jackson (1958-2009) enfrenta uma nova ação judicial movida por quatro irmãos que afirmam ter sido vítimas de abuso sexual na infância pelo cantor ao longo de mais de uma década, começando quando tinham cerca de 7 anos. A ação foi protocolada no Tribunal Federal do Distrito Central da Califórnia na sexta-feira, 27.
No processo, os irmãos Edward, Dominic, Marie-Nicole e Aldo Cascio, filhos de Dominic Cascio Sr., amigo próximo de Jackson, alegam que o artista teria usado sua fama, recursos e influência para atrair, manipular e abusar deles enquanto eram crianças, inclusive em viagens internacionais. Parte das acusações inclui supostos episódios de abuso em casas de Elton John no Reino Unido e de Elizabeth Taylor (1932-2011) na Suíça.
De acordo com o Los Angeles Times, os autores do processo afirmam que o astro pop teria recorrido a estratégias de grooming, uso de álcool e drogas e isolamento para manter o controle sobre as crianças, além de expô-las a materiais inadequados durante viagens e encontros sociais. Além de indenização, eles buscam a anulação de um acordo de confidencialidade firmado em 2019 com o espólio do artista, afirmando que foi assinado sob coação e com compensação insuficiente.
Segundo o veículo, os Cascio eram considerados uma “segunda família” ou “família secreta” do cantor, viajando com ele em turnês, feriados e datas festivas. A alegação de Edward de que teria sido abusado sexualmente pelo músico na casa de Elizabeth Taylor e Elton John consta na parte do processo que informa os momentos em que Jackson passavam longos períodos na casa da família em Nova Jersey.
A ação já provocou reações da defesa da família e do espólio, que considera as alegações uma “tentativa desesperada de conseguir dinheiro”, ressaltando que várias das supostas vítimas chegaram a defender publicamente a inocência de Jackson no passado.





