Como Juca de Oliveira fez de seu cientista em ‘O Clone’ um marco na TV
Ator faleceu na madrugada deste sábado, 21
Entre tantos trabalhos memoráveis, Juca de Oliveira, que morreu neste sábado, 21, aos 91 anos, deixou uma marca importante na televisão brasileira ao interpretar Dr. Augusto Albieri em O Clone, de 2002, novela escrita por Glória Perez.
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A atuação de Juca de Oliveira, filiado ao Partido Comunista
Era um papel difícil, com fácil caída para o ridículo, beirando o clichê do cientista maluco das histórias infantis que em nada acrescentam à teledramaturgia. Mas para dar vida ao personagem, Juca mergulhou numa preparação intensa com estudos sobre genética e bioética, assuntos em alta à época. Visitou várias vezes clínicas de fertilização e conversou com especialistas ligados a universidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Pernambuco. Tudo para compreender o fascinante universo científico retratado na trama.
Na história de Perez, Albieri era um cientista respeitado e padrinho dos irmãos gêmeos Lucas e Diogo, vividos por Murilo Benício. Após a morte de Diogo em um acidente, ele realiza em segredo uma clonagem humana usando material genético do rapaz. O experimento resulta no nascimento de Léo, clone criado sem consentimento da família. É a partir dessa sua ação que se desenrola a trama, numa discussão sobre conflitos éticos, científicos e emocionais. Juca entregou à TV um papel memorável e denso, sem ser canastrão. Como poucos saberiam fazer.





