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BBB 26: A explicação médica para o nível de tensão entre confinados

À coluna GENTE, especialista analisa o que pode levar aos ânimos acalorados dos brothers

Por Giovanna Fraguito 28 fev 2026, 20h00 •
  • Quem acompanha o BBB 26 já percebeu que esta edição entrou para a história pelo nível de tensão. Em menos de um mês, o reality registrou uma desistência — Pedro deixou o jogo após assediar uma colega — e três expulsões por agressão: Paulo Augusto, Sol Vega e Edilson Capetinha. Poderia parar por aí, mas a casa mais vigiada do país virou palco de embates constantes, com gritos, acusações e confrontos diretos. À coluna GENTE, o psicólogo Rafael Nunes, mestre em Neurociências pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), analisa como o estresse extremo pode alterar o comportamento dos confinados.

    O confinamento pode alterar o funcionamento do cérebro a ponto de aumentar a agressividade? Como isso acontece neurologicamente? Sim, ainda mais quando o confinamento significa estresse social prolongado, risco social e previsibilidade de recompensa (criamos aqui uma bomba relógio). O BBB é um exemplo quase didático do que a literatura chama de ameaça social avaliativa. O indivíduo é julgado, com risco de rejeição pública, e isso tende a produzir respostas fisiológicas mais fortes, sobretudo quando há sensação de pouco controle. Em termos comportamentais, quando o cérebro “compra” que há ameaça, ele tende a priorizar respostas rápidas, às vezes rudes, o que pode aparecer como irritabilidade, hostilidade defensiva ou explosões destemperadas.

    Como diferenciar, do ponto de vista neurológico, uma reação impulsiva momentânea de um padrão agressivo recorrente? A diferença central está na estabilidade do padrão e na capacidade de regulação ao longo do tempo. Ou seja, uma reação impulsiva momentânea geralmente ocorre diante de um gatilho específico — frustração intensa, sensação de humilhação, conflito direto — e envolve um pico agudo de ativação emocional. Aqui, a reatividade de circuitos de ameaça supera temporariamente a capacidade de modulação das regiões responsáveis pelo controle inibitório. Mas, quando a ativação fisiológica diminui, a pessoa tende a recuperar a regulação, reconhecer excessos e, muitas vezes, demonstrar arrependimento. Já um padrão agressivo recorrente apresenta características como repetição em múltiplos contextos, diversidade de gatilhos, baixa aprendizagem com consequências negativas e pouca modulação mesmo após o pico emocional. 

    O retorno à vida normal após confinamento extremo exige algum tipo de acompanhamento psicológico ou neurológico? Sim. Esse tipo de experiência pode levar a um aumento de ansiedade, depressão, irritabilidade, distúrbios do sono e, em casos mais graves, risco de desorganização psíquica. Por isso a importância de acompanhamento após experiências como o BBB. O programa não se trata de confinamento prisional, mas há fatores singulares de exposição pública massiva, julgamento contínuo e mudança abrupta de rotina e identidade social. Esse processo pode gerar diversos distúrbios ou sensação de vazio após o pico de estimulação.

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