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Autor de ‘Beleza Fatal’ defende novelas clássicas: ‘Perdemos a identidade’

À coluna GENTE, Raphael Montes explica como surgiu a novela, compara com produções da TV aberta e fala sobre a inspiração em Silvio de Abreu

Por Nara Boechat Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 27 jan 2025, 07h00

Noveleiro assumido, Raphael Montes, 34 anos, cresceu assistindo a produções clássicas da teledramaturgia e se tornou um grande fã de Silvio de Abreu, autor de obras de sucesso como Guerra dos Sexos (1983) e Rainha da Sucata (1990). Hoje, anos depois e com carreira consolidada na literatura, Montes é o responsável por contar a história da primeira novela original do streaming, que estreia nesta segunda-feira, 27, na Max, e com a consultoria e amizade do ídolo de infância. Em conversa com a coluna GENTE, o autor de Beleza Fatal fala como surgiu o folhetim, analisa as diferenças entre televisão aberta e fechada, e adianta o que o público pode esperar da produção. 

Como o senhor entrou no campo das novelas? Quando publiquei meu segundo livro, Dias Perfeitos, algumas pessoas me falavam que a minha linguagem era muito visual e me perguntavam se eu já tinha pensado em escrever para televisão ou cinema. Para mim, esse era um mundo absolutamente distante, mas a resposta na hora foi sim. Quando me propuseram a escrever para televisão, eu comecei a aceitar os convites que surgiam.

Como foi o convite para escrever ‘Beleza Fatal’? Veio pela Mônica Albuquerque, que era responsável pela área de novelas na Max. A gente já se conhecia pela minha passagem pela Globo. A Mônica era responsável pelos talentos. Eu, no auge dos meus 24 anos, abordei um dia e falei: “Mônica, meu nome é Raphael Montes, sou escritor de livros, publiquei dois romances até agora e quero ser ator de novelas”. Anos depois, quando eu já tinha feito [a série] Bom dia, Verônica, ela me ligou e disse que estava procurando um autor disponível no mercado: “Chegou a hora, pensa em uma história e me manda”.

Como surgiu a história da novela? Eu fui juntando algumas ideias que já tinha. Quando ela me pediu uma sinopse, me faltava muito o universo da novela porque as minhas histórias começam muito pela trama e personagens. Um dia, cheguei em casa e meu marido estava com uma máscara com luz de LED. E me veio à cabeça: é isso. O mundo da beleza. Depois fiz algumas pesquisas na internet e vi que é um assunto muito quente. Descobri que esse mundo das cirurgias plásticas, essa indústria de procedimentos estéticos é um dos que mais cresce no mundo.

Qual é a sua maior inspiração? Sem dúvidas, o Silvio de Abreu é um dos maiores autores. Ele foi meu supervisor na minha primeira novela e nos tornamos grandes amigos. Quando a gente se conheceu eu falei: ‘Silvio, sou autor de suspense um pouco por sua causa’. Porque as primeiras histórias desse tipo que consumi não foram Agatha Christie, foram Silvio de Abreu e Gilberto Braga. Sou grato a ele por tudo o que aprendi. 

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Como foi a escolha do elenco? A gente já desde o início tinha a Camila Pitanga no projeto, a Lola já tinha a voz da Camila. É uma maravilha, eu tenho no mesmo elenco: A Bebel, a Jade e a Angel. Perfeito [referência a personagens de novelas vividas por Camila Pitanga, Giovanna Antonelli e Camila Queiroz]. Foi sendo uma espécie de alegria e sonho mesmo.

A maioria das novelas na televisão tem a característica de ser uma obra aberta. Já ‘Beleza Fatal’ vem com a história já fechada. Qual é a diferença? Em uma obra aberta, cada página é diferente. Já em uma novela fechada, elas são… Fechadas. Por um lado, tem uma desvantagem, que é a de você não ter a emoção de ver o capítulo ao vivo. Mas há a delícia de organizar a história e a curva dos personagens como um todo. Ou seja, quando chega ao capítulo 40, eu tive a possibilidade de voltar ao primeiro e mudar o diálogo. Por exemplo, coloco uma frase no primeiro capítulo e depois repito no final, com outro significado.

E a diferença entre escrever para a televisão aberta e para o streaming? Ao contrário da novela da TV aberta, em que o espectador, de algum modo, é passivo, no streaming a pessoa assiste porque quer e na hora que quer. Por isso, não preciso tanto da reiteração, que é uma característica da novela.

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Para você, por que a audiência das produções da Globo está em queda? É um movimento natural de mudança. O público passou a escolher onde e o que assistir. Mas eu sinto falta de figuras identificáveis, nós perdemos essa espécie de identidade autoral. O que é muito perigoso. Por exemplo, você sabia que quando vinha a novela do Manoel Carlos teria uma nova Helena, no Leblon, teriam novos dramas contemporâneos de família. Com a Glória Perez, a gente vai viajar para algum lugar do mundo. 

Por que somente 40 capítulos quando o público está acostumado com mais de 100? O ritmo de novela na televisão é diferente. Quando uma cena encerra o capítulo, no seguinte eu preciso lembrar onde parou. Já no streaming é como uma série, com a conclusão imediata, o que nos permite não ter aquela barriga. Beleza Fatal é uma novela que fez lipo, aproveitando o tema.

O que o público pode esperar de ‘Beleza Fatal’? É um novelão clássico, com uma mãe guerreira e apaixonante, uma mocinha vingativa e uma vilã carismática. Na trama, exploro os bastidores do mundo da beleza, as pressões por padrões impossíveis e as consequências de uma sociedade obcecada pela aparência.

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