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A mensagem política em filmes de Wagner Moura é sua aposta rumo ao Oscar

Após Fernanda Torres brilhar nas premiações internacionais em 2025, chegou a vez do ator com ‘O Agente Secreto’, cotado ao Oscar

Por Valmir Moratelli Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 2 jan 2026, 15h00 •
  • Wagner Moura viveu um ano de afirmação: um papel central em um filme brasileiro de forte impacto, reconhecimento internacional relevante (prêmio de Melhor Ator em Cannes), e a reafirmação de sua relevância tanto no Brasil quanto fora. Em termos simples: foi um dos seus melhores anos de sua carreira até agora. E olha que de papéis bons sua trajetória é repleta.

    O filme O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho, com Wagner no papel principal, foi selecionado para a Competição Oficial do Festival de Cannes em 2025. No mesmo festival, ele venceu o prêmio de Melhor Ator, tornando-se o primeiro brasileiro a conquistar essa categoria em Cannes. Ele também recebeu outro prêmio internacional por este filme: o Golden Eye Award, no Festival de Zurique.

    Leia também: O melhor filme brasileiro de 2025 é ‘batata’, o pior é ‘dívida’ de ator

    O sucesso em Cannes eleva sua visibilidade internacionalmente, reforçando que ele não é apenas um ator nacional relevante, mas um artista com projeção global. Mais que isso. A escolha de um filme brasileiro de denúncia histórica/política (O Agente Secreto trata da ditadura no Brasil, tal como Ainda estou aqui) mostra que o país vem produzindo de novo obras de relevância cultural, não apenas entretenimento puro.

    A trajetória de Wagner no cinema é marcada por uma combinação de mensagem política, versatilidade e reconhecimento. Com Tropa de Elite (2007), dirigido por José Padilha, no qual interpretou o Capitão Nascimento, se tornaria símbolo do cinema brasileiro contemporâneo. O sucesso foi tão grande que, três anos depois, voltou ao papel em Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora é Outro (2010), ampliando a crítica ao sistema político e à violência institucional.

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    Em seguida, esteve em produções de gêneros diferentes, como O Homem do Futuro (2011), ficção científica romântica dirigida por Cláudio Torres, e Praia do Futuro (2014), de Karim Aïnouz, drama poético e sensível sobre amor, fuga e identidade, exibido no Festival de Berlim. A partir daí, iniciou sua carreira internacional, participando de Elysium (2013), uma produção hollywoodiana dirigida por Neill Blomkamp e estrelada por Matt Damon e Jodie Foster, em que interpretou o rebelde Spider. Esse passo marcou sua entrada definitiva no cinema global. Anos depois, protagonizou o drama biográfico Sérgio (2020), da Netflix, no papel do diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Mello, reforçando sua imagem de ator politicamente engajado.

    Em 2019, Wagner estreou como diretor no longa Marighella, lançado oficialmente em 2021, no qual narrou a história do guerrilheiro Carlos Marighella, símbolo da resistência à ditadura militar. O filme foi exibido no Festival de Berlim e tornou-se um marco político e estético do cinema brasileiro contemporâneo.

    Embora O Agente Secreto tenha tido enorme prestígio em festivais ao longo de 2025, a sua ida ao Oscar só será conhecida quando Hollywood soltar de vez a lista dos indicados. Revistas especializadas dão como certo que Wagner e seu filme estarão na briga por uma nova estatueta. Torçamos.

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