A memória de Carolina de Jesus que encerra segunda noite na Sapucaí
Unidos da Tijuca é a última a desfilar nesta segunda-feira, 16
Encerrando a noite desta segunda-feira, 16, a Unidos da Tijuca desfila na Marquês de Sapucaí com o enredo Carolina Maria de Jesus. Desenvolvido pelo carnavalesco Edson Pereira, o samba faz uma homenagem à escritora e autora do best-seller Quarto de Despejo – O Diário de uma favelada, que mostra a realidade da vida dos moradores da periferia de São Paulo na década de 1960. “A história da Carolina é uma história que começa e a gente não pode dizer que teve um fim, porque esse fim não existiu. Ela foi apagada em muitos momentos da história e, até hoje, a gente tem dificuldade de acessar muitas das obras da Carolina que não estão à disposição de toda a população, quando deveriam estar”, ressalta Edson à coluna GENTE.
Neste ano, Marquinhos Art’Samba se tornou intérprete oficial da escola – desbancando Ito Melodia, que estava à frente dos microfones há dois anos. A mudança, no entanto, não foi feita de maneira amigável – logo após ser desligado da agremiação, Melodia se manifestou nas redes sociais e disse ter ficado surpreso com a notícia. “Entendo o encerramento de ciclos, mas o tardio comunicado me entristece e faz com que eu me sinta desrespeitado como profissional e pai de família. Pois perdi a oportunidade de negociar com outra agremiação, garantindo assim um contrato para o carnaval de 2026”, escreveu no Instagram.
A composição vencedora foi a parceria de Lico Monteiro, Samir Trindade, Leandro Thomaz, Marcelo Adnet, Marcelo Lepiane, Telmo Augusto, Gigi da Estiva e Juca. “Os olhos da fome eram os meus/ Justiça dos homens não é maior que a de Deus/ Meu quarto foi despejo de agonia/ A palavra é arma contra a tirania”, diz o refrão do samba-enredo. Na bateria, Mileide Mihaile desfila como rainha pela primeira vez na escola.





