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A melhor novela de 2025 não foi da Globo, já a pior sim

RETROSPECTIVA GENTE: Produção do streaming ganhou espaço da teledramaturgia tradicional

Por Nara Boechat Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 29 dez 2025, 12h00 •
  • Em um ano em que a crise de audiência da televisão aberta dominou o debate sobre teledramaturgia, foi justamente uma novela feita para o streaming – e fora do grupo Globo – que surpreendeu e se tornou o grande destaque de 2025. Lançada em janeiro na HBO Max, Beleza Fatal conquistou o público com velocidade rara, sustentando engajamento e audiência ao longo de seus 40 capítulos – um modelo bem mais enxuto que os tradicionais mais de 200 episódios da TV aberta.

    Escrita por Raphael Montes, a produção encontrou o equilíbrio entre ritmo moderno e alma clássica. Enquanto o formato segue a agilidade do streaming, o conteúdo traz o melodrama em sua forma mais pura, reunindo vingança, heróis imperfeitos e reviravoltas filtrados por uma leitura contemporânea do gênero.

    Do ponto de vista artístico, o maior trunfo foi o elenco. Camila Pitanga transformou Lola em uma vilã carismática que o público ama odiar – performance que gerou memes, debates e uma identificação com a antagonista. Ao lado dela, Camila Queiroz e Giovanna Antonelli interpretaram mocinhas que transitaram entre justiça e obsessão. No fim, o conjunto entregou química e contraste que levaram à tensão dramática para tornar Beleza Fatal em um fenômeno. O sucesso foi tanto que a Band adquiriu os direitos para exibí-la. Mas, ironicamente, a obra não encontrou o mesmo brilho na TV aberta com a baixa adesão do público.

    Na direção oposta seguiu Vale Tudo, escrita por Manuela Dias. Com uma expectativa muito maior que Beleza Fatal, o remake criado para celebrar os 60 anos da Globo não correspondeu ao peso da obra de 1988. A releitura praticamente apagou a estrutura original criada por Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bassères, alterando inclusive o protagonismo. A lendária Odete Roitman, eternizada por Beatriz Segall, foi visivelmente reposicionada como protagonista na interpretação de Debora Bloch, enquanto Raquel (Taís Araujo), referência moral da trama clássica, perdeu relevância e foi reduzida a coadjuvante. 

    Cabe ressaltar que não há demérito no trabalho de Bloch. Pelo contrário, ela entregou uma vilã formidável. O problema foi a desconstrução dos alicerces da história, que preferiu investir em estratégias para lacrar nas redes sociais, comprometendo o impacto da obra e retirando a força narrativa que fez Vale Tudo se consagrar como uma das novelas mais marcantes da televisão brasileira.

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