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Thomas Traumann

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Thomas Traumann é jornalista e consultor de risco político. Foi ministro de Comunicação Social e autor dos livros 'O Pior Emprego do Mundo' (sobre ministros da Fazenda) e 'Biografia do Abismo' (sobre polarização política, em parceria com Felipe Nunes)
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Vale o escrito

Anúncio de bloqueio de gastos mostra que compromisso de Lula com Haddad é para valer

Por Thomas Traumann
20 jul 2024, 15h22
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  • O anúncio do congelamento de R$ 15 bilhões de despesas públicas no orçamento deste ano confirma que é para valer o acordo entre o presidente Lula da Silva e o ministro Fernando Haddad. O presidente pode, como disse em entrevista à TV Record, “não estar convencido” da necessidade de cortes nos gastos públicos ou achar que “você não é obrigado a estabelecer uma meta e cumpri-la se você tiver coisas mais importantes para fazer”, mas como este colunista insiste, o que Lula faz é mais importante do que tomar como verdade literal tudo o que Lula diz (para ser justo, o aforisma é verdade para qualquer líder político). E os fatos neste momento são de que Lula está, para usar um jargão do mercado financeiro, comprado em Haddad.

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    Aos fatos:

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    Na terça-feira, dia 16, depois de duas semanas de relativa calma, o mercado financeiro voltou à taquicardia com o vazamento de trechos selecionados da entrevista de Lula à Record. Não foram vazados, por exemplo, trechos nos quais o presidente dizia que governo federal vai “fazer o que for necessário para cumprir o arcabouço fiscal” ou lembrar que na sua campanha “eu dizia vamos criar um país com estabilidade política, jurídica, fiscal, econômica e social”, apenas os que ele mostrava menos empenho com a política fiscal. O nome disso é manipulação de mercado.

    Separando luz do calor, existe um raciocínio que trabalha a favor do apoio de Lula a Haddad que é muito mais forte do que as idas e vindas do dólar ou da bolsa: se a meta de déficit não for atingida em 2024, o Arcabouço Fiscal prevê uma série de gatilhos para o orçamento de 2025 e possíveis bloqueios no orçamento do ano que realmente importa, o de 2026, quando Lula disputará a reeleição. Isso significa que convencido ou não, contrariado ou não, Lula está neste momento disposto a aceitar o que for necessário para cumprir as metas de 2024.

    O compromisso de Lula com o ajuste fiscal neste momento não significa que em 2025 ou 2026 o seu governo não solte os gastos, como fez Jair Bolsonaro para tentar a reeleição. Fazer previsões de médio prazo no Brasil, no entanto, é pura especulação. Por agora, vale o escrito.

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