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Thomas Traumann

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Thomas Traumann é jornalista e consultor de risco político. Foi ministro de Comunicação Social e autor dos livros 'O Pior Emprego do Mundo' (sobre ministros da Fazenda) e 'Biografia do Abismo' (sobre polarização política, em parceria com Felipe Nunes)

Um país partido ao meio

Pesquisa Genial/Quaest mostra que 37% dos bolsonaristas e 34% dos lulistas acham que o voto no adversário é “inaceitável”

Por Thomas Traumann Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 23 out 2022, 11h28 • Atualizado em 24 out 2022, 08h55
  • O Brasil que sairá das urnas no domingo, 30,  é um país partido ao meio. 37% dos eleitores do presidente Jair Bolsonaro (PL) acham que o voto no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é “inaceitável”. 34% dos eleitores de Lula acham o mesmo de quem bancar a reeleição. Os dados fazem parte de um recorte exclusivo da nova pesquisa Genial/Quaest.
     
    Apenas entre eleitores de Bolsonaro
    Votar em Lula é inaceitável – 37%
    Votar em Lula é um direito – 61%
     
    Apenas entre eleitores de Lula
    Votar em Bolsonaro é inaceitável – 34%
    Votar em Bolsonaro é um direito – 62%
     
     Medir a intolerância dentro da sociedade é uma área recente da ciência política. Até o começo do século se falava em polarização partidária para explicar a divisão entre republicanos e democratas nos EUA ou de tucanos e petistas no Brasil. O que se enxerga hoje é um fenômeno distinto, batizado de polarização afetiva. A identificação de cada um com o seu grupo ideológico cresce ao mesmo tempo que a rejeição a quem pensa diferente. O que antes era uma divergência, passa a ser o motivo de rompimento. Vivendo dentro de uma bolha onde todos pensam igual, o eleitor passa a consumir apenas informação que vai de acordo com a sua opinião, numa espiral onde o que é fato e o que fake passam a depender do viés de confirmação.
     
    Uma clássica pergunta sobre a polarização afetiva é a aceitação do outro na família. Perguntados sobre sua reação caso o filho ou a filho se cassasse com um militante do outro grupo, 48% dos eleitores de Lula e 33% dos de Bolsonaro disseram que ficariam “infelizes”. Comparado com maio, quando essa pergunta foi feita pela primeira vez, a porcentagem de pais infelizes lulistas variou 2 pontos percentuais para baixo, enquanto entre os bolsonaristas variou 3 pontos para cima.
     
    Você ficaria infeliz se o seu filho/filha se cassasse com um bolsonarista
    Eleitores do Lula 41% (-2pp)
    Indiferente 39% (+3 pp)
     
    Você ficaria infeliz se o seu filho/filha se casasse com um lulista
    Sim 33% (+4 pp) 
    Indiferente 48% (- 5pp)
     
    Vivendo em bolhas, o grupo adversário, passa a ser tratado como um inimigo, alguém a quem você não aceita como parte da seu cotidiano. Segundo a Genial/Quaest, 15% dos petistas e 9% dos bolsonaristas romperam relações em função da política.  
     
    Você rompeu relações pela política
    Eleitores do Lula 15%
    Eleitores do Bolsonaro 9%
     
    Ao longo desta campanha, 42% dos eleitores de Lula dizem pioraram suas opiniões sobre os que votam em Bolsonaro, enquanto 35% dos bolsonaristas dizem o mesmo sobre o outro lado. No cotidiano
     
    Apenas eleitores de Lula
    Depois dessa eleição, sua opinião sobre quem votou em Lula
    Piorou 35%
    Ficou igual – 56%
     
    Apenas eleitores de Bolsonaro
    Depois dessa eleição, sua opinião sobre quem votou em Bolsonaro 
    Piorou 42%
    Ficou igual – 42%
     
    É cômodo achar que esses sentimentos são parte da emoção das eleições e que depois do dia 30, as coisas vão melhorar. Ledo engano, diz a pesquisa. 38% dos lulistas e 32% dos bolsonaristas acham que as amizades rompidas pela eleição não serão recuperadas:
     
    Acha que não irá reatar amizades depois da eleição
    Eleitores do Lula 38%  
    Eleitores do Bolsonaro 32%

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