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Thomas Traumann é jornalista e consultor de risco político. Foi ministro de Comunicação Social e autor dos livros 'O Pior Emprego do Mundo' (sobre ministros da Fazenda) e 'Biografia do Abismo' (sobre polarização política, em parceria com Felipe Nunes)
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Lula mantém chance de vitória no 1º turno, diz pesquisa

Quaest mostra petista na margem de erro para vencer em seis cenários

Por Thomas Traumann Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 4 ago 2021, 09h59 - Publicado em 4 ago 2021, 08h00

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está perto de vencer a eleição no primeiro turno, indica pesquisa da empresa Quaest divulgada nesta terça-feira, 4. No cenário mais provável, com Lula, Jair Bolsonaro, Ciro Gomes e João Doria como candidatos, o petista tem 44% ante 44% dos três candidatos somados. Lula apenas não vence no primeiro turno se ao invés de Doria, o candidato for o ex-juiz Sergio Moro (quando Lula teria 44% contra 46% dos demais, na margem de erro) ou o apresentador José Datena (Lula 44 contra 47% da soma de Bolsonaro, Ciro e Datena).

A Quaest preparou seis cenários possíveis:

1. Lula 46; Bolsonaro, 29 ; Ciro, 12;

2. Lula 44; Bolsonaro, 27; Ciro,9; Sergio Moro, 10

3. Lula 44; Bolsonaro, 27; Ciro, 10; Datena, 10;

4. Lula 44; Bolsonaro, 29; Ciro, 10; Doria, 5;

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5. Lula 45; Bolsonaro, 29 ; Ciro, 10; Eduardo Leite, 4;

6. Lula 45; Bolsonaro, 29; Ciro, 11; Mandetta, 3;

Nas simulações de segundo turno, Lula derrota todos os adversários recebendo entre 53% e 58% dos votos.

A pesquisa confirma os motivos de o presidente Bolsonaro ter entregue o comando político do governo ao Centrão: mantendo as coisas do jeito que estão, a derrota em 2022 é quase certa.

Mas não basta. Se tiver alguma estratégia para evitar a derrota, Bolsonaro vai precisar mudar a economia. De acordo com a pesquisa, os brasileiros estão pessimistas com o presente, mas surpreendentemente otimistas com a situação econômica do País. Metade dos 1.500 entrevistados se disseram muito (19%) ou um pouco (31%) otimistas com a economia nos próximos doze meses. Em condições normais, essa seria uma boa notícia para o governo, mas não é possível afirmar isso. O otimismo é compartilhado quase similarmente pelos eleitores de Bolsonaro (41%) e de Lula (38%), o que significa inferir que parte da boa perspectiva é de eleitores que acham que Bolsonaro vai deixar o governo.

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LEIA TAMBÉM: Bolsonaro avança entre os de maior renda, mas pena entre os mais pobres

De acordo com o levantamento, 21% acham que a economia ficará como está e 24% que vai piorar.

O otimismo de metade da população contrasta com a avaliação rigorosa sobre a situação atual. 47% acham que a economia piorou muito nos últimos seis meses e 21% que piorou um pouco.

As perguntas sobre como o eleitor sente a economia no passado recente e qual a sua perspectiva para o futuro são duas fotografias clássicas da teoria do voto econômico, que tenta estimar a influência dos fatores econômicos nas eleições. Em termos genéricos, os estudos indicam que quando a perspectiva da economia é positiva a tendência do eleitorado é votar a favor do candidato que já está no poder, com a oposição sendo favorecida na situação inversa.

A única chance de Bolsonaro seria capturar este otimismo como consequência dos atos do seu governo. É difícil, não impossível. Para começar é precisar mudar o próprio Bolsonaro. Perguntados sobre quais os maiores problemas do país, 23% dos eleitores disseram a pandemia, 16% o desemprego, 13% o atendimento de saúde, 13% economia e 11% a corrupção, todas agendas nas quais o governo está devendo. Não houve citações relevantes, por exemplo, ao projeto de lei de impressão do voto, que é a única preocupação de Bolsonaro no último mês. Enquanto ficar nesta agenda, Bolsonaro perde.

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