Receba 4 Revistas em casa por 35,90/mês
Imagem Blog

Thomas Traumann

Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Thomas Traumann é jornalista e consultor de risco político. Foi ministro de Comunicação Social e autor dos livros 'O Pior Emprego do Mundo' (sobre ministros da Fazenda) e 'Biografia do Abismo' (sobre polarização política, em parceria com Felipe Nunes)

Bolsonaro precisa de um partido

A escolha de uma nova legenda é o primeiro passo da campanha da reeleição

Por Thomas Traumann Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 18 nov 2020, 15h20 | Atualizado em 20 nov 2020, 13h13
Bolsonaro precisa de um partido Priorizar nos meus resultados Google

Há vários ângulos para dimensionar a derrota de Jair Bolsonaro no primeiro turno das eleições municipais, mas existe um de ordem prática que o presidente terá de resolver. Ele não tem um partido e, por isso, depende de alianças de ocasião. Só que para ser candidato à reeleição terá de se filiar até abril de 2022.

Bolsonaro já esteve em nove siglas diferentes, o último deles o Partido Social Liberal, do qual saiu em 2019 batendo a porta. Seus militantes fracassaram na tentativa de criar uma legenda nova, o Aliança para o Brasil – um feito, já que existem 35 legendas em atividade no País.

Se não tirar o Aliança do papel, o presidente tem cinco possibilidades:

Republicanos – o partido ligado à Igreja Universal abriga os filhos Flavio e Carlos, além dos dois candidatos apoiados em São Paulo e Rio de Janeiro. 

Tem a vantagem de estar organizado e ter um canhão de comunicação, a TV Record, mas é um partido com dono, o bispo Edir Macedo.

PSL – Voltar ao partido pelo qual se elegeu depende de os dois lados enxugarem as mágoas. Senadores como Major Olímpio e deputados como Joyce Hasselmann teriam de ser expurgados para os Bolsonaros voltarem.   

Partido nanico – Bolsonaro pode repetir 2018 e assumir para si uma legenda inexpressiva, só que dessa vez com o tempo de TV de legendas maiores como o PP, Republicanos e o resto do Centrão. 

PP – O partido que abrigou Bolsonaro por 11 anos é o núcleo do Centrão, a geleia política que o presidente prometeu destruir durante a campanha. O PP tem estrutura  (elegeu 672 prefeitos e 6,2 mil vereadores no domingo) e está consolidado nas região Nordeste e Sul. Tem o candidato favorito a presidente da Câmara, Artur Lira. 

Só que o PP é recheado de caciques e não teria espaço para os bolsonaristas nos estados.

PSD – O partido de Gilberto Kassab é um fenômeno. Nascido em 2011 para apoiar o PT, virou um dos eixos do impeachment e agora tem nas mãos o poderoso Ministério das Comunicações. O PSD é um dos partidos que mais cresceu na eleição de domingo e já é o terceiro maior do país, com 10,6 milhões de votos.

A questão é: você confiaria em um político tão escorregadio quando Gilberto Kassab?

Visto assim, a opção por uma legenda parece ter efeito apenas no tempo de TV. Mas 2022 tende a ser mais complicado. A oposição tende a se organizar melhor desta vez, o que significa que os partidos não deixarão seus candidatos no Estado traírem as direções nacionais para apoiar Bolsonaro. O presidente vai depender dos apoios reais que obtiver na sua aliança e isso vai depender de qual será o partido líder da coligação. A escola de uma nova legenda é o primeiro passo da campanha da reeleição.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

OFERTA RELÂMPAGO

Digital Completo

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
ECONOMIZE ATÉ 29% OFF

Revista em Casa + Digital Completo

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 55,90/mês
A partir de R$ 39,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).