O pico de audiência atingido por ‘South Park’ após caçoar de Trump
Estreia da 27ª temporada representou o presidente na cama com satanás e fez referência a Jeffrey Epstein, entre outras piadas ácidas
A animação satírica South Park estreou sua 27ª temporada em 23 de julho em grande estilo. Com diversas piadas sobre o presidente Donald Trump e sua atual gestão dos Estados Unidos, a comédia foi parar em noticiários e na boca de um porta-voz da Casa Branca, Taylor Rogers, que descreveu o conteúdo como hipócrita e os criadores Trey Parker e Matt Stone como representantes da esquerda “que não tem autenticidade ou originalidade e, por isso, é cada vez menos popular”. Ao contrário da afirmação, contudo, o episódio levou a série a um novo pico de audiência, aumento de 63% comparado à estreia da 26ª temporada em 2023. Entre exibições no canal Comedy Central e visualizações no streaming Paramount+, o capítulo acumulou mais de 5,9 milhões de espectadores nos EUA dentro dos três dias que sucederam o lançamento.
O episódio retrata Trump com voz estridente, faz piada sobre sua genital e o mostra na cama com satanás, que o acusa de estar na suposta lista de clientes do magnata Jeffrey Epstein, pedófilo condenado infame por aliciar e traficar menores que abusava dentro de uma ilha privada. A especulação sobre quais outros ricos teriam participado dos crimes é um dos principais pontos de debate nos Estados Unidos. Além disso, Trump é visto se exaltando em uma ligação com o primeiro ministro canadense e ameaça bombardear a nação vizinha, antes de confundir Irã com Iraque.
Ele ainda ameaça processar a cidade de South Park em 5 bilhões de dólares, enredo que faz referência ao recente cancelamento do talk show Late Night da CBS. O apresentador Stephen Colbert é crítico ferrenho do presidente e faz piadas sobre sua gestão apesar dos interesses da empresa guarda-chuva Paramount, que precisa do parecer federal para concretizar fusão ao conglomerado Skydance. Trump processou a CBS por supostamente alterar uma entrevista com Kamala Harris em 2024 e os jornalistas responsáveis pelo programa comprovaram a falta de manipulação, mas a empresa ainda assim não quis brigar com o líder do país no tribunal, firmou acordo e o pagou 16 milhões de dólares.
Acompanhe notícias e dicas culturais nos blogs a seguir:
- Tela Plana para novidades da TV e do streaming
- O Som e a Fúria sobre artistas e lançamentos musicais
- Em Cartaz traz dicas de filmes no cinema e no streaming
- Livros para notícias sobre literatura e mercado editorial





