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‘Império da Dor’: diretor dá detalhes dos bastidores da série da Netflix

Pete Berg fala a VEJA sobre escolha do elenco e dos receios que teve ao produzir a série da Netflix sobre a indústria farmacêutica Purdue Pharma

Por Kelly Miyashiro Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 13 Maio 2024, 22h39 - Publicado em 22 ago 2023, 08h00

Série mais vista da Netflix ao redor do mundo, Império da Dor conta a história dramática da epidemia de opioides nos Estados Unidos provocada pela indústria farmacêutica Purdue Pharma, fabricante da OxyContin. Analgésico potente, a droga é tão viciante quanto a heroína e causou a morte de mais de 300.000 pessoas só nos Estados Unidos. Diretor da série, Pete Berg falou a VEJA sobre partes do processo da produção que já teve 35,9 milhões de horas consumidas e 7,2 milhões de visualização — em apenas três dias, entre 10 e 13 de agosto.

Como foi abordar famílias das vítimas reais de overdose do OxyContin para participar dos relatos exibidos pela série? Foi um pouco assustador, porque anunciamos que estávamos buscando histórias de parentes de vítimas de overdose apenas na área de Los Angeles, sondando pais que perderam filhos para OxyContin que quisessem vir e nos contar suas histórias. Dentro de alguns dias, tivemos mais de 80 famílias nos procurando dizendo que queriam contar sua história, e isso foi apenas na área de Los Angeles. Descobrimos que havia algo muito perturbador. Um povo que tem tudo, milhares e milhares de famílias destruídas pelo vício em opioides.

Império da Dor mostra como poderosos se safam de crimes gigantescos como esse em nossa sociedade. Como foi fazer esse retrato? Pois é, eu sei que no Brasil houve problemas com corrupção governamental e corporativa. É assim que o mundo funciona, infelizmente, não apenas nos Estados Unidos, mas a corrupção é real, a ganância é real e, muitas vezes, essas empresas se safam disso. E no caso da Purdue Pharma, de muitas maneiras, eles se safaram. Eles ganharam muito dinheiro e muitas pessoas morreram e não há nada que possamos fazer para mudar esse fato. Não há nada que possamos fazer para mudar o fato de que Purdue escapou impune, mas podemos mostrar isso e permitir que as pessoas, se estiverem interessadas, vejam como grupos como as grandes empresas farmacêuticas podem operar se não forem controladas e talvez possamos nos proteger um pouco melhor no futuro.

Sentiu algum tipo de preocupação com a possibilidade de que a série tenha um efeito inverso, ou seja, aumente a busca por esse opioide? Eu não tinha a preocupação de que esse programa fizesse as pessoas quererem tomar OxyContin, embora é impossível ter essa certeza. Se isso acontecer, eu me sinto mal por essas pessoas, porque o efeito dessa droga é devastador. Eu espero que o público pense duas vezes sobre sua relação com drogas prescritas por médicos, porque as pessoas ganham muito dinheiro fazendo com que coloquemos coisas em nosso corpo e é importante refletir sobre aquilo que ingerimos.

O elenco tem atores incríveis, como Matthew Broderick e Uzo Aduba. Por que os escolheu para os papéis de Richard Sackler e Edie Flowers, respectivamente? Para começar, acho que ambos são atores muito talentosos. Matthew Broderick é muito inteligente, charmoso e simpático, e pensei que ela seria um bom guia para nos ajudar a entender as realidades complexas do que essa droga era, de onde veio e como virou um fenômeno. Achei que Uzo tinha as qualidades certas para interpretar a Edie. Ah, e Matthew Broderick foi Ferris Bueller [no filme Curtindo a Vida Adoidado], e a ideia de que Ferris Bueller poderia ser um dos maiores traficantes de drogas que já andou na face da terra era muito interessante.

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