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Disney se torna alvo de protestos pró-Kimmel de civis e apresentadores

Múltiplos escritórios estão cercados por manifestantes, enquanto outros talk shows cáusticos criticam a empresa de Bob Iger pela suspensão

Por Thiago Gelli Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 19 set 2025, 12h05 • Atualizado em 19 set 2025, 12h08
  • O escritório dos estúdios Disney em Burbank, na Califórnia, amanheceu pouco mágico e muito tenso nesta quinta-feira, 18 de setembro. Um dia após a suspensão inesperada do talk show apresentado pelo comediante Jimmy Kimmel —  resultado de pressão da Comissão Federal de Comunicação dos Estados Unidos (FCC) e das empresas de transmissão Sinclair e Nexstar —, manifestantes se dirigiram à fachada do local para expressar indignação com a dita afronta à liberdade de expressão, que consideram avessa aos princípios americanos e sintomática da complacência do conglomerado à gestão de Donald Trump.

    A decisão de tirar o Jimmy Kimmel Live! do ar partiu do CEO da Disney Bob Iger e da co-presidente da divisão Disney Entertainment, Dana Walden. A empresa é dona da emissora ABC, que transmitia o programa de segunda a sexta-feira desde 2003. Outro protesto, localizado em frente aos estúdios ABC de Nova York, manifestantes gritaram em coro: “Kimmel fica, Iger sai”. Uma terceira demonstração pública de descontentamento ocorreu no estúdio de Hollywood onde Kimmel tipicamente grava seus programas. Nela, os gritos diziam “abaixo a FCC” e “ABC se ajoelhou”.

    Mais placas espalhadas pelos protestos se queixaram sobre a liberdade de expressão. Algumas apontam que a pressão de Trump e seus seguidores contra Kimmel e comediantes de outras emissoras, feito Stephen Colbert e Seth Meyers, é exemplo de uma cultura do cancelamento. “A sátira é sagrada”, defende outra placa. Os manifestantes também têm relembrado a ligação entre Trump e o financista Jeffrey Epstein, acusado de abuso de menores e da manutenção de uma rede de exploração sexual. O empresário cometeu suicídio na prisão enquanto esperava julgamento em 2019 e deixou pontas abertas que ainda incendeiam o debate público nos EUA e erguem suspeitas sobre seus amigos.

    Os protestos contra a suspensão do programa de Kimmel têm apoio dos sindicatos dos atores e dos roteiristas de Hollywood. O comunicado dos roteiristas diz que “o direito de dizermos o que pensamos e de discordar — e até perturbar — está no centro do que significa ser um povo livre. Isso não pode nos ser negado. Não com violência, nem com o abuso de poder governamental, nem pelos atos de covardia corporativa”.

    Apresentadores de talk show se juntam ao coro

    O caso também fez com que colegas de profissão do comediante o apoiassem publicamente. David Letterman, que comandou múltiplos talk shows ao longo dos últimos 45 anos, disse que a suspensão é “ridícula”: “Todos nós vemos onde isso vai parar, certo? Na mídia controlada. Não é nada bom. É tolo. Você não pode sair por aí demitindo alguém porque está com medo ou tentando bajular uma administração autoritária e criminosa na Casa Branca. Simplesmente não é assim que isso funciona”.

    Stephen Colbert ridicularizou os executivos da Disney e Brendan Carr, chefe da FCC, em monólogo cômico no programa de quinta à noite, frisando valorizar a liberdade de expressão. Em outro segmento, o programa parodiou a música Be Our Guest, da versão americana de A Bela e a Fera e trocou a letra por “shut your trap”: “cale a boca, cale a boca, os avisamos que é melhor parar. A casca do nosso querido líder é mais fina do que plástico filme e o certo é ficar quieto. Puxar saco é um barato. Não insulte o ditador ou ele retruca com cocô”, diz a música. As tais fezes são jeito de se referir a Carr.

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    Jon Stewart, por sua vez, apresentou o programa Daily Show e disse ser agora “um apresentador patriota e obediente”. Stewart ironizou as medidas da FCC, destacou momentos em que republicanos caçoaram de democratas que foram alvo de violência política e entrevistou a jornalista Maria Ressa, vencedora do Nobel da Paz que foi presa nas Filipinas em 2020 por criticar o presidente Rodrigo Duterte — que comparou a Trump.

    Seth Meyers também fez piada com o ocorrido por meio de elogios falsos ao presidente, que já disse que ele e Jimmy Fallon serão os próximos cancelados. Fallon, por fim, foi mais sério: “Francamente, não sei o que está acontecendo. Ninguém sabe. O que sei é que Jimmy Kimmel é um homem decente, engraçado e carinhoso e espero que ele retorne”.

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