As revelações mais bombásticas de Charlie Sheen em autobiografia
Com novo livro e documentário na Netflix, o astro de 60 anos reavalia sem pudor as décadas de vício e outros excessos que pautaram sua fama
Nesta terça-feira, 9 de setembro, o ator Charlie Sheen publicou nos Estados Unidos sua primeira autobiografia, The Book of Sheen (O Livro de Sheen, em tradução literal), após 60 anos intensamente vividos — para o bem e para o mal. Tendo sobrevivido a uma notória batalha contra o vício em álcool e crack e a múltiplas passagens por clínicas de reabilitação, o astro de Two and a Halth Man agora se abre sem pudores. No quarta-feira, 10, ele expande as confissões com um documentário da Netflix, Aka Charlie Sheen. Por hora, as revelações do livro já são escandalosas o suficiente.
A perda da virgindade
Sheen perdeu a virgindade durante o segundo ano do Ensino Médio, quando viajou para Las Vegas com o pai (o também ator Martin Sheen) e um amigo de escola. Certa noite, ele surrupiou o cartão do pai e saiu em busca de garotas de programa. A escolhida, segundo ele, se parecia com Ann Margret e a relação foi “mais curta do que passar o cartão na maquininha”.
Gênese do tabagismo
Segundo Sheen, a culpa de um de seus primeiros vícios — por cigarro — é de Johnny Depp, que o convenceu a fumar durante os bastidores de Platoon (1986). “Ele já tinha conseguido converter três não fumantes em cada um dos três filmes que havia feito antes”, conta. O autor só conseguiu largar o hábito em 2019, quando já havia fumado “mais de 40 quilômetros” em cigarros. Se precisar de um transplante de pulmão, diz que enviará a conta para Depp.
A primeira experiência com crack
Em 1992, Sheen entrou em contato com uma das substâncias mais destrutivas que já consumiu. O crack foi apresentado a ele por uma namorada que chama apenas de “Sandy”. Segundo ele, a mulher e a droga foram responsáveis por reconfigurar seu córtex frontal na “velocidade da luz multiplicada por dois”. O relato do ator narra que os dois haviam se separado, mas que, certa noite, Sandy o ligou em busca de socorro. Ele a atendeu e a trouxe para casa. Lá, na cama, ela o passou o cachimbo.
A quase morte
Seis anos depois de experimentar o crack, Sheen tentava ficar sóbrio novamente. Ele reuniu todas as drogas que tinha em casa e as separou para descarte, mas decidiu se entregar a uma saideira. Com cocaína e agulhas à disposição, ele dissolveu a substância e a injetou. Como a princípio não sentiu efeito algum, repetiu o ato. O resultado foi uma overdose quase fatal, que só não o tirou a vida devido ao socorro do guarda-costas Zip, que morava com ele. O funcionário acionou a emergência. O ator, porém, acusa os paramédicos de terem avisado a imprensa, que já estava no hospital antes mesmo da chegada da ambulância.
Acusação de violência doméstica
Em 1997, Sheen foi processado por violência doméstica em ação de uma ex-namorada a quem se refere no livro pelo pseudônimo “Jane”. A justificativa do ator para a confusão é que a parceira havia insultado a filha de 13 anos, Cassandra Sheen, ao vê-la em uma foto. Insatisfeito com isso, ele ligou para um amigo e pediu que ele a tirasse de lá. Após xingá-la, Sheen teria sido respondido com agressões. “Tentei me defender, especialmente meus olhos, que ela queria esfaquear com chaves de carro”, alega. A mulher acabou com um rasgo no lábio que precisou de sete pontos.
Apertem os cintos
Das loucuras às quais Sheen se submeteu sob a influência, uma das mais chocantes talvez seja o fato de que pilotou um avião comercial bêbado, após engolir oito shots de uísque escocês. Era 2002 e ele voltava para casa após lua de mel na França com Denise Richards — atriz que teve duas filhas com ele antes do divórcio em 2006. Sheen foi convidado pela equipe a visitar a cabine do piloto em meio ao voo, recebeu uniforme para se fantasiar e pediu permissão para pilotar a nave. Os funcionários obedeceram e tiraram o avião do piloto automático. Por tempo indeterminado, os 200 tripulantes do voo da AirFrance ficaram à mercê de um ator alcoolizado. Sheen não especifica quanta turbulência causou, mas diz que sentiu como se a máquina estivesse “lendo” sua mente.
O diagnóstico de HIV
Após ser acometido por enxaquecas intensas e sentir como se suas veias estivessem em chamas, Sheen estava convencido de que um tumor cerebral era a causa de tudo. Após correr para a emergência, foi diagnosticado com HIV. Ele só revelou ser soropositivo ao público em 2015. Desde então, ele toma o medicamento apropriado para manter o vírus indetectável e também diz participar de estudos de um medicamento experimental chamado PRO-140.
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