Quem disse que o que é bom é bonito? Ih, muita gente
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A chamada ditadura estética – aquela que identifica o que é bonito com o que é bom e o que é feio com o que é ruim – pode ser realmente odiosa, um parâmetro moral dos mais furados, mas quem estiver disposto a derrubá-la deve apontar suas armas para muito além dos estereótipos veiculados pela cultura de massa. Essa sinestesia tem raízes culturais profundas.
A palavra “bonito” veio, no fim das contas, do termo latino bonus, ou seja, “bom”. Desembarcou no português no século 16, provavelmente depois de ir buscar o sufixo diminutivo ito no espanhol: o bonito é bonzinho.
No entanto, essa ligação entre bondade e beleza não é sequer um sentido contrabandeado por séculos de história: desde o início, no latim, uma das acepções de bonus era – além das de “bom, virtuoso, útil, legítimo, corajoso e nobre” – a de “belo, formoso, gentil, elegante”. E a própria palavra bellus, que deu em nosso “belo”, é uma contração de benulus, diminutivo de bonus. Mais uma vez, bonzinho.





