O horror, o horror
Compartilhe essa matéria: Link copiado! Priorizar nos meus resultados Google Vinda no século XVII do latim horror, horroris, que inicialmente queria dizer “arrepio”, a Palavra da Semana é definida assim pelo Houaiss: 1. forte impressão de repulsa ou desagrado, acompanhada ou não de arrepio, gerada pela percepção, intuição, lembrança de algo horrendo, ameaçador, repugnante; pavor. […]
Vinda no século XVII do latim horror, horroris, que inicialmente queria dizer “arrepio”, a Palavra da Semana é definida assim pelo Houaiss:
1. forte impressão de repulsa ou desagrado, acompanhada ou não de arrepio, gerada pela percepção, intuição, lembrança de algo horrendo, ameaçador, repugnante; pavor.
2. sentimento de nojo, de aversão, de ódio.
“O horror! O horror!” As palavras que o enlouquecido Kurtz balbucia antes de morrer, no romance “O coração das trevas” (1899), de Joseph Conrad, tornaram-se uma das citações literárias mais manjadas do mundo à medida que o século XX avançava.
Explica-se: Conrad parecia ter escrito, às portas de um século que veria duas guerras mundiais e matanças numa escala até então impensável, a epígrafe definitiva de uma época que ele mesmo, morto em 1924, testemunharia apenas em parte.
Os inacreditáveis atos de vandalismo de militantes do Estado Islâmico contra obras milenares de arte assíria (foto), documentados em vídeo divulgado ontem, somam-se ao midiático banho de sangue que a mesma organização terrorista vem promovendo no Oriente Médio para sugerir o impensável: que o desfile de horrores do século XX pode ter sido só um aperitivo.







