O curioso caso da floresta e da flor
Compartilhe essa matéria: Link copiado! Priorizar nos meus resultados Google Cena do filme “Alice no País das Maravilhas” (1951) Chama-se de etimologia popular o processo de formação de palavras em que um mal-entendido ou um erro de percepção dos falantes, geralmente induzido por coincidências de sonoridade, determina novo rumo para um vocábulo. Floresta é um […]
Chama-se de etimologia popular o processo de formação de palavras em que um mal-entendido ou um erro de percepção dos falantes, geralmente induzido por coincidências de sonoridade, determina novo rumo para um vocábulo. Floresta é um dos casos mais típicos.
Palavra descendente do francês antigo forest, hoje forêt, ela desembarcou no português já no século XIV e chegou a ter as grafias foresta e furesta. Mas a semelhança de som e sentido com “flor” e “flora” acabou prevalecendo. Etimologicamente, a flor não tinha nada a ver com isso. Mas parecia ter e o fato é que agora tem mesmo.
A moral da história é desconcertante para quem se delicia em caçar erros no discurso alheio: eles também podem ser uma força criadora.







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