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Sobre Palavras

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Este blog tira dúvidas dos leitores sobre o português falado no Brasil. Atualizado de segunda a sexta, foge do ranço professoral e persegue o equilíbrio entre o tradicional e o novo.

Ludovicense e soteropolitano: qual é a origem?

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Por Sérgio Rodrigues 20 Maio 2015, 14h29 | Atualizado em 31 jul 2020, 01h21

“Olá, Sérgio. Hoje em minha aula, meu professor constatou que nem mesmo o colega nascido em São Luís sabia o porquê dos nascidos lá chamarem-se ludovicenses. Ninguém soube também explicar o termo ‘soteropolitano’. Você sabe a origem desses termos? Obrigado.” (Lucas Antônio Torres)

Os gentílicos “ludovicense” e “soteropolitano” são cultismos, Lucas. Cultismo é uma palavra de formação erudita, ou seja, que não nasceu na língua das ruas, mas foi cunhada por estudiosos com base em idiomas estrangeiros, sobretudo o latim. O século XIX foi pródigo em tais vocábulos, e é daquele tempo que vêm esses dois.

Para chegar ao gentílico “ludovicense”, relativo à cidade de São Luís, capital do Maranhão, recorreu-se ao nome próprio latino Ludovicus, derivado do germânico Hlodoviko – que vem a ser a origem remota do português Luís. Desde o início do século XVII já estava em circulação a forma “são-luisense”, esta de formação popular. Ambas são consideradas corretas, mas a segunda é preferível.

O caso de “soteropolitano”, gentílico relativo a Salvador, capital da Bahia, é semelhante, mas o idioma que serviu de base a este cultismo é outro: soter + polis, isto é, “Soterópolis”, vem a ser a helenização (versão grega) de “cidade de Salvador”. Também existe a forma de origem popular – infelizmente menos usada, mas a meu ver mais simpática – “salvadorense”.

Uma peculiaridade de “soteropolitano” é o fato de ter data de nascimento precisa e autor conhecido, segundo o Houaiss: o cultismo foi cunhado pelo padre e geógrafo português Manuel Aires de Casal (1754-1821) e posto em circulação em seu livro “Corografia Brasílica”, de 1817.

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