Oferta hexa: Assine por apenas 7,99
Imagem Blog

Sobre Palavras

Por Sérgio Rodrigues Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Este blog tira dúvidas dos leitores sobre o português falado no Brasil. Atualizado de segunda a sexta, foge do ranço professoral e persegue o equilíbrio entre o tradicional e o novo.

Eufemismo sim, mas com senso de ridículo

Compartilhe essa matéria: Link copiado! Priorizar nos meus resultados Google Bem empregado, na medida certa, na ocasião adequada, o eufemismo é mais do que bem-vindo. É civilizadíssimo. Esse recurso de linguagem que contorna formas de expressão duras, grosseiras ou chocantes ganhou seu nome na Grécia antiga – euphemismós, de eu (bom) + phemi (dizer) – […]

Por Sérgio Rodrigues 19 dez 2010, 08h30 | Atualizado em 31 jul 2020, 13h19
Eufemismo sim, mas com senso de ridículo Priorizar nos meus resultados Google

Bem empregado, na medida certa, na ocasião adequada, o eufemismo é mais do que bem-vindo. É civilizadíssimo. Esse recurso de linguagem que contorna formas de expressão duras, grosseiras ou chocantes ganhou seu nome na Grécia antiga – euphemismós, de eu (bom) + phemi (dizer) – e certamente já existia antes disso, mesmo sem nome, no discurso dos primeiros seres humanos que descobriram as vantagens de azeitar os mecanismos da vida em sociedade.

O limite do eufemismo é o senso de ridículo. Quando se espalha pela cultura com tanto sucesso uma expressão bocó, paternalista e mentirosa como “melhor idade” – que vem substituindo a mais aceitável “terceira idade” como eufemismo de velhice –, deve-se ver nisso um sinal de alerta.

Mas o eufemismo excessivo pode fazer mal? Claro que pode. Basta que comece a trabalhar pela hipocrisia ou pela tapeação, como ocorre frequentemente nas duas frentes que mais produzem perífrases enroladoras para a linguagem de hoje: o patoá politicamente correto, metido a delicado, e o tecnocratês, reduto da mistificação. O primeiro vai de melhor idade; o segundo é dado a palavrões como contingenciamento (que nada mais é do que corte) de despesas.

A verdade é que um pouquinho de crueza não faz mal a ninguém. Na dúvida, vale lembrar uma frase atribuída a Confúcio: “Se a linguagem não está de acordo com a verdade das coisas, nada chega a bom termo”.

Publicidade
TAGS:

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Estádio de futebol lotado com bandeira do Brasil e bola no campo, e um jogador de camisa amarela comemorando. À direita, capas de revistas Veja, Super, Viagem e Quatro Rodas flutuando sobre fundo verde escuroTorcedor de costas, vestindo camisa amarela, comemora com os braços erguidos em um estádio de futebol lotado, sob um céu verde-azulado. Uma bola de futebol com a bandeira do Brasil está no campo. À direita, um fundo verde escuro com um pequeno ícone de árvore branca no canto inferior direito
OFERTA CAMPEÂ

Digital Básico

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 14,99/mês Apenas R$ 2,99/mês
ECONOMIZE ATÉ 29% OFF

Revista em Casa + Digital Premium

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 10,00) + Abril Signature Ouro, o novo programa de benefícios da Abril, que te dá acesso a descontos exclusivos e cashback em centenas de estabelecimentos.
De: R$ 55,90/mês
A partir de R$ 39,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$35,88, equivalente a R$2,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).