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Sobre Palavras

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Este blog tira dúvidas dos leitores sobre o português falado no Brasil. Atualizado de segunda a sexta, foge do ranço professoral e persegue o equilíbrio entre o tradicional e o novo.

Do googol ao Google

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Por Sérgio Rodrigues 5 abr 2011, 16h01 • Atualizado em 5 jun 2024, 15h03
  • Ameaçada de sofrer mais uma investigação antitruste nos EUA, a empresa de buscas online que se tornou um gigante da comunicação digital é figurinha tão fácil na paisagem cultural contemporânea que sua marca registrada foi incorporada pela linguagem comum. Em 2006, o dicionário Oxford, bíblia vocabular da língua inglesa, reconheceu o verbo to google, que significa procurar uma informação por meio de um mecanismo de busca na internet. Qualquer mecanismo de busca.

    O fenômeno é comum na história das línguas, como prova aquela velha anedota brasileira: “Me dá uma brahma da Antarctica!”. A princípio inconformado, o Google chegou a acionar seu departamento jurídico e a fazer campanhas na tentativa de conter o uso indevido de seu nome. Tudo inútil, claro. Nem mesmo uma empresa tão poderosa pode controlar a língua.

    No Brasil, a grafia exótica tem retardado essa saudável avacalhação linguística da palavra Google, embora haja registros esporádicos do verbo “googlar” (ou “guglar”). É mais comum o uso da expressão “dar um Google”.

    Mas de onde vem a palavra? A inspiração declarada para o nome da empresa, como consta em seu site, é o termo googol, lançado nos anos 1930 pelo matemático americano Edward Kasner para batizar o imenso número 10100, que também pode ser representado pelo algarismo 1 seguido de cem zeros. Detalhe curioso: segundo o próprio Kasner declarou na época, a palavra foi inventada a seu pedido por um sobrinho de 9 anos, Milton Sirotta.

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