Da mulher-gorila ao gorila
Compartilhe essa matéria: Link copiado! Priorizar nos meus resultados Google Sigourney Weaver no filme “Na montanha dos gorilas” O navegador cartaginês conhecido em português como Hanão, que viveu aproximadamente entre os anos de 500 e 440 a.C., fez uma viagem pioneira à costa ocidental da África em cujos relatos, gravados no idioma púnico em artefatos […]
O navegador cartaginês conhecido em português como Hanão, que viveu aproximadamente entre os anos de 500 e 440 a.C., fez uma viagem pioneira à costa ocidental da África em cujos relatos, gravados no idioma púnico em artefatos de pedra que viriam a desaparecer, constavam diversas maravilhas. Entre elas, o avistamento de uma raça de mulheres peludas numa ilha indeterminada, que – na versão da história que sobreviveu, em tradução para o grego – eram chamadas de Gorillai.
É impossível saber se Hanão se referia a pessoas cobertas de peles ou a alguma raça de macacos, mas, segundo o dicionário etimológico Merriam-Webster, quando o missionário americano Thomas Staughton Savage travou em 1847 contato com o gigantesco gorila da África central, um animal até então não registrado pela ciência, foi à velha história cartaginesa que ele recorreu para batizá-los.
O nome científico proposto por Savage, Troglodytes gorilla, acabou suplantado por outro, o pleonástico Gorilla gorilla, mas à parte esse pequeno incidente seu batismo vingou. É curioso observar como o mito das mulheres peludas de Hanão encontra eco até hoje na cultura popular, numa atração circense como a “mulher-gorila”.








