A tarântula e os atarantados
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A tarântula, aranha da família dos licosídeos, está por trás do verbo “atarantar” – aturdir, desnortear, baratinar –, que é mais corrente na forma do adjetivo advindo de seu particípio, “atarantado”.
O português foi buscá-lo no início do século XVIII no castelhano atarantar, que, segundo o filólogo catalão Joan Corominas, era um decalque do italiano attarantare, inicialmente uma referência literal aos transtornos nervosos provocados pela picada da tarântula.
A mesma origem tem o substantivo tarantismo (ou tarantulismo), este do século XIX, definido pelo Houaiss como “afecção nervosa caracterizada por desejo incontrolável de dançar, atribuída à picada de aranha (tarântula)”.
Hoje considerado um fenômeno de histeria coletiva, as estranhas epidemias de dança frenética e convulsiva registradas na Europa em diversos momentos da Idade Média foram atribuídas durante séculos ao veneno da aranha.







